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Setor da construção cobra ajustes e mostra confiança em Temer

Circe Bonatelli | Estadão Conteúdo
Por Circe Bonatelli | Estadão Conteúdo
| Atualizada em

Representantes da construção civil estão otimistas de que o governo do presidente Michel Temer será capaz de efetivar os ajustes na economia brasileira que permitirão a recuperação da atividade empresarial, incluindo do mercado imobiliário.

"A votação no Senado foi positiva. Passamos uma etapa importante", avaliou o presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Flávio Amary, que apoiou publicamente o impeachment desde fevereiro. "Agora é hora de criar condições micro e macroeconômicas para a queda na taxa de juros, retomada dos investimentos e geração de empregos", afirmou ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado.

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Amary defendeu a limitação dos gastos públicos e a reforma previdenciária e trabalhista. Questionado se vê força política suficiente para Temer levar as propostas adiante, ele sinalizou que sim. "O governo Temer fez o que podia durante a interinidade. Agora não dá mais para esperar", respondeu. "O País precisa que as decisões sejam tomadas, e eu acredito que isso vai acontecer."

O presidente da Federação Internacional das Profissões Imobiliárias (Fiabci), Rodrigo Luna, frisou que a recuperação da economia brasileira e do mercado imobiliário depende da velocidade das medidas de ajuste pelo governo federal, mas está confiante que o novo presidente será capaz de apresentar resultados. "Poucos têm a experiência de Temer para trabalhar com o Congresso", avaliou Luna.

O vice-presidente de Habitação Econômica do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), Ronaldo Cury, também disse acreditar que as reformas serão feitas e avaliou positivamente a abordagem apresentada até aqui pelo governo em relação ao Minha Casa Minha Vida. "Estão sendo cumpridos os compromissos para retomada das obras na faixa 1 (que depende de recursos do Tesouro). Mas não dá pra forçar nem impor a contratação de novas unidades nessa faixa. Para isso, precisa ter dinheiro", ponderou, esperando que ainda levem alguns meses para a retomada dessas contratações, de fato.

Já em relação à faixa 1,5 do programa, Cury disse aguardar a normatização em breve, com possibilidade de contratações ainda neste ano.

Na mesma linha, o deputado federal e presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção do Estado de São Paulo (Sintracon), Antonio Ramalho, afirmou que o governo Temer tem credibilidade para levar as reformas adiante e disse esperar interrupção na queda do nível de emprego no setor.

"Tem muitos projetos imobiliários já aprovados, mas ainda não lançados. Com mais confiança, o setor volta a aquecer", avaliou. "Até o fim do ano o emprego para de cair e até volta a crescer", completou.

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