Busca interna do iBahia
HOME > ECONOMIA
Ouvir Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no Email

ECONOMIA

TST considera abusiva greve contra privatização da Eletrobras

Anne Warth | Estadão Conteúdo

Por Anne Warth | Estadão Conteúdo

12/02/2019 - 22:23 h | Atualizada em 19/11/2021 - 9:35

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) considerou pela primeira vez como abusiva uma greve de trabalhadores contra a privatização de uma estatal. A maioria dos ministros decidiu que o movimento de empregados da Eletrobras contra a privatização em junho de 2018 "teve caráter político, e não trabalhista", "por não se dirigir diretamente ao empregador, mas a uma medida governamental".

A paralisação dos trabalhadores durou 72 horas e foi anunciada em 11 de junho do ano passado, mas o caso foi julgado apenas na segunda-feira, 11, pela Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do órgão. Logo após o anúncio da greve, a Eletrobras ajuizou dissídio coletivo e pediu ao TST que se pronunciasse sobre a paralisação.

Tudo sobre Economia em primeira mão!
Entre no canal do WhatsApp.

O relator do processo, ministro Mauricio Godinho Delgado, reiterou seu entendimento de que a motivação dos empregados para a paralisação teve relação direta e fundamental com a manutenção de seus empregos. "Obviamente, é um direito constitucional legítimo dos trabalhadores se posicionarem contra ou a favor desse risco", disse ele. Seu voto foi seguido pela ministra Kátia Magalhães Arruda.

A maioria dos ministros, porém, acompanhou o voto divergente do ministro Ives Gandra Martins Filho. Para ele, greve legítima é a que trata de direitos que se pretendem ver respeitados ou criados, como reajuste salarial ou vantagens diversas, e que impõe ônus ao empregados. Já a decisão sobre a privatização era dos Poderes Executivo e Legislativo, avaliou o ministro, e não da Eletrobras. O caso abre jurisprudência para julgamentos semelhantes, autorizando desconto pelos dias parados.

"A greve política é dirigida ao Estado", disse Ives Gandra Martins Filho. "Não cabe discutirmos greve quando não está em jogo um conflito entre empresa e trabalhadores, mas entre trabalhadores e governo", concluiu.

O posicionamento de Ives Gandra Martins Filho foi seguido pelo vice-presidente do TST, ministro Renato de Lacerda Paiva, pelo ministro Aloysio Corrêa da Veiga e pela ministra Dora Maria da Costa.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.

Participe também do nosso canal no WhatsApp.

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Email Compartilhar no X Compartilhar no Facebook Compartilhar no Whatsapp

Siga nossas redes

Siga nossas redes

Publicações Relacionadas

A tarde play
Play

Da fazenda à xícara, Igaraçu revela segredo por trás dos cafés especiais

Play

SuperBahia tem expectativa de movimentar R$ 650 milhões

Play

Mineração: Bahia sediará evento histórico que contará com pregão da Bolsa de Toronto

Play

Megan, a "filha digital" da Bahia que revoluciona a segurança com IA

x