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Bahia Faz Ciência: jovens criam pulseira localizadora para pessoas vulneráveis

Dispositivo utiliza materiais reciclados e de baixo custo para ajudar neurodivergentes, idosos e portadores de doenças neurodegenerativas

Mônica Carvalho | A TARDE Play
Por Mônica Carvalho | A TARDE Play
| Atualizada em
Estudantes sob a orientação do professor Anderson Reis
Estudantes sob a orientação do professor Anderson Reis - Foto: Monica Carvalho / Ag. A TARDE

No quarto episódio da série Bahia Faz Ciência, que vai ao ar hoje no YouTube do A TARDE Play, três jovens baianas apresentam uma solução inovadora que pode transformar a vida de milhares de pessoas: uma pulseira localizadora desenvolvida para auxiliar pessoas neurodivergentes, idosos e pacientes com doenças neurodegenerativas. O dispositivo, além de acessível, é fabricado com materiais recicláveis, o que o torna uma alternativa de baixo custo em comparação a tecnologias semelhantes no mercado.

O projeto foi criado por Ana Clara Cerqueira, Evelyn Rodrigues e Rayka Ravena, estudantes do Centro Estadual de Educação Profissional em Tecnologia, Informação e Comunicação (SEPTIC) de Lauro de Freitas, sob a orientação do professor Anderson Reis. A ideia surgiu da convivência das alunas com colegas e familiares que enfrentam desafios no dia a dia devido às suas condições. Um desses exemplos é um amigo autista das jovens, que foi a inspiração inicial para o desenvolvimento do protótipo.

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Evelyn Rodrigues conta como a vivência pessoal influenciou a criação da pulseira: “Temos um colega com autismo que precisa de cuidados especiais. Ele anda de bicicleta para a escola e os pais sempre se preocupam com a segurança dele. A partir dessa realidade, pensamos em desenvolver algo que facilitasse o monitoramento dessas pessoas sem depender de tecnologias caras, como os smartwatches.”

Todo grande feito tem uma inspiração. No episódio, as alunas compartilham o que as motivou a criar este projeto tão significativo. Elas explicam o processo de desenvolvimento da pulseira, desde o início das pesquisas até a sua realização prática. Além disso, falam sobre a responsabilidade de inspirar milhares de estudantes da rede pública, incluindo seus próprios colegas, através dessa iniciativa.

Imagem ilustrativa da imagem Bahia Faz Ciência: jovens criam pulseira localizadora para pessoas vulneráveis
Foto: Reprodução

Como funciona a pulseira localizadora?

A pulseira é equipada com um chip que se conecta a um satélite global, permitindo o rastreamento em tempo real. Além disso, as imagens são geradas por um processador feito de placas recicladas, o que também diminui o custo de produção. A bateria do equipamento pode durar entre 6 e 12 horas, sendo carregada por cabo USB-C.

O monitoramento é feito por meio de um aplicativo gratuito chamado GeoCerca, criado pelo trio. Nele, os familiares podem definir uma "zona de segurança". Caso a pessoa monitorada ultrapasse esses limites, o sistema envia um alerta automaticamente.

Outro aspecto importante é a adaptação do design para pessoas neurodivergentes. As estudantes optaram por um layout com cores suaves e letras maiores para facilitar a utilização. Além disso, a pulseira é feita de crochê, o que reduz a possibilidade de alergias e aumenta o conforto dos usuários.

Desafios e próximos passos

Apesar de já ser funcional, o projeto ainda está em fase de aprimoramento. Segundo Ana Clara, um dos desafios é tornar a pulseira impermeável, o que ampliaria suas possibilidades de uso. As jovens esperam continuar aperfeiçoando o produto para que ele esteja disponível no mercado em breve, mas sem uma previsão de lançamento até o momento.

O professor Anderson Reis destaca a importância desse tipo de iniciativa para a educação pública na Bahia: "Projetos como esse mostram a relevância do investimento em tecnologia e ciência dentro das nossas escolas. Eles motivam outros alunos e mostram que é possível criar soluções práticas, acessíveis e transformadoras."

Potencializadores de sonhos: uma nova geração de cientistas

Apresentado pela química e influenciadora digital Kananda Eller, a Deusa Cientista, o episódio também explora a responsabilidade social e o impacto que iniciativas como essa podem ter em comunidades vulneráveis. "A ciência transforma o coletivo e nos inspira a criar recursos com o que temos à mão, para um futuro melhor", destaca Kananda em um dos momentos do episódio.

Esse é o tipo de ciência que está sendo feita na Bahia, com estudantes que utilizam sua criatividade e conhecimentos técnicos para desenvolver soluções de impacto social. No próximo episódio, o público poderá acompanhar outro projeto inovador, desta vez no município de Boquira, onde estudantes usaram o alecrim para desenvolver produtos capilares.

Acompanhe a série completa no canal A TARDE Play e conheça mais sobre essa geração de jovens cientistas que está revolucionando a Bahia.

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