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CCJJ 2025: Jovens superam desafios e alimentam sonhos

Articuladora de A TARDE em Conquista, Fabíola Macalós Carpes disse que levar o CCJJ pelo 2º ano seguido foi muito produtivo para a rede municipal

Priscila Dórea
Por Priscila Dórea
Apresentação especial da banda Quabales, do Nordeste de Amaralina, colocou todo mundo para dançar
Apresentação especial da banda Quabales, do Nordeste de Amaralina, colocou todo mundo para dançar - Foto: Uendel Galter/ Ag A TARDE

Jovens talentos estão em todos os cantos da Bahia, até nas menores localidades, como é o caso do vencedor em Artigo de Opinião, um dos cerca de 3 mil habitantes do povoado de Fedegosos (Morro do Chapéu), Lucas Daniel Gurgel Santos, aluno do Colégio Estadual de Fedegosos: "Meu maior desafio foi conseguir verbalizar o que eu penso, então me inspirei em Milton Santos, que defendia que a verdadeira igualdade vem do equilíbrio, não ser melhor nem pior, mas caminhar lado a lado com a natureza. E em Carolina Maria de Jesus, que mesmo vindo da periferia, conseguiu transformar sua vivência em literatura".

Orientadora de Lucas no CCJJ, a professora Juliana Figueredo Valois conta que, desde o início, o jovem estava muito empolgado. “Animado, ansioso e querendo descrever tudo, porque é realmente um momento muito importante. Ele teve uma oportunidade incrível e soube aproveitar. Como professora, vejo a importância de levar esse tema para as escolas. O que torna o concurso ainda mais essencial é a escolha do tema, pois a mudanças climática é um assunto atual e urgente. Precisamos falar sobre isso, porque está acontecendo diante dos nossos olhos”, salientou a professora.

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Surpresa boa

Lucas acordou cedo no dia em que a lista de finalistas foi divulgada, ao contrário da vencedora de Videorreportagem, a aluna do Centro Municipal de Educação Dom Francisco Leite (Simões Filho), Ana Carolina Conceição de Oliveira, que esqueceu a data e soube por um colega. “Estava no ponto de ônibus indo pra escola e um menino me parou e disse: ‘Você tá ficando famosa’. Fiquei sem entender. Quando cheguei na escola, me contaram que eu estava entre os finalistas. Fiquei muito feliz. Todo o processo foi uma experiência única, pois fomos para vários lugares, gravar várias coisas e tínhamos até dois cameraman”, contou.

Ana Carolina não estava muito nervosa na premiação, ao contrário da mãe, a ajudante de merendeira Gicélia Conceição. “Quando o professor finalmente mandou o vídeo e disse que já podia divulgar, eu fiquei maluca! Saí mandando para todos os meus contatos: ‘Gente, pelo amor de Deus, curtam, visualizem, deem o like!’ E quando soube que ela ficou entre os três finalistas, meu coração explodiu de orgulho. De tantas crianças, a minha filha foi escolhida! Durante a cerimônia de premiação fiquei muito nervosa, com o coração disparado”, contou.

Articuladora de A TARDE em Conquista, Fabíola Macalós Carpes disse que levar o CCJJ pelo 2º ano seguido foi muito produtivo para a rede municipal. “É um processo que não se restringe apenas ao concurso – é um momento pedagógico de aprendizado, com um tema relevante e impactante. Foi uma experiência ímpar”, afirmou Fabíola.

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Tags

concursos escolares Educação experiências pedagógicas jovens talentos literatura mudanças climáticas

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