Projetos para freelancers têm expansão de 30% no 1º semestre

Publicado domingo, 29 de setembro de 2019 às 14:56 h | Atualizado em 29/09/2019, 15:02 | Autor: Tainá Cristina* | Foto: Joá Souza | Ag. A TARDE

Atender clientes de modo independente pode ser uma das maneiras mais acessíveis de ter uma remuneração no final do mês. De acordo com o relatório de trabalho independente e empreendimento da plataforma digital Workana, apenas no primeiro semestre deste ano foram realizados mais de 200 mil projetos freelancers pior meio da plataforma. Com isso, a ação representou um crescimento de 30%, em comparação ao mesmo período do ano passado.

Ainda conforme a pesquisa do site Workana, desde a sua instalação no Brasil, no período de 2012, já foram executados mais de 880 mil projetos por meio da plataforma digital. Na oportunidade, as ocupações mais contratadas e que tiveram aumento dos projetos são: TI e programação (46,8%); design e multimídia (24,8%); tradução e conteúdo (13,8%). A categoria que engloba os 18,5% dos servidores da Workana são os de TI e programação. Com isso, o mercado está em avanço com freelancers que operam nas áreas de TI, conteúdo, marketing, design e multimídia.

“Em 2018, a modalidade cresceu 80%. Relacionamos esse crescimento às mudanças nas estruturas de trabalho: as empresas vêm buscando profissionais qualificados para desenvolver projetos específicos, enquanto os trabalhadores estão atrás de trabalhos mais flexíveis”, salienta o cofundador da plataforma Workana, Guillermo Bracciaforte.

Para o publicitário Matheus Lopes, 21 anos, a atividade freelancer proporciona uma maior liberdade em questão de horários para trabalhar. “Está cada vez mais complicado achar trabalho com carteira assinada, tudo certo e que queiram pagar o que realmente deveria valer. Atuar em freelancer, a pessoa fica livre para fazer vários tipos de trabalho e outros vão ser mais para o aprendizado. Tem gente que não gosta de rotina, e, como freelancer, a pessoa é livre para escolher o tipo de atividade que deseja”, apontou Matheus.

Busca por pontualidade

Os dados da pesquisa mostram ainda que os principais motivos que levam as empresas a contratarem servidores autônomos é pela necessidade de um suporte externo (42,5%), que esteja atento nas prioridades dos negócios. A segunda intenção acontece pela execução pontual dos projetos (numa média de 21,7%), e, por fim, as empresas optam pelos agentes independentes, pelo fato de acreditarem que os indivíduos contribuirão com experiências e ideias próprias que servirão para as melhorias dos projetos, o que representa 16,3% de agentes de várias áreas.

“Os profissionais freelancers proporcionam às empresas recursos para que sejam desenvolvidos novos projetos. No atual cenário de inovação, contratações ágeis e processos simples são essenciais para

as áreas de recursos humanos das empresas, e é isso que a modalidade proporciona: quanto mais rápida a contratação, mais ágil é o início do projeto e é possível ter um retorno em muito menos tempo”, finalizou Guillermo.

Quando se fala em investimento, muitos dos freelancers investem numa melhor especialização, conforme a área com que mais se identifica, atuando de modo autônomo, seja em acesso à tecnologia e algum idioma estrangeiro. Segundo empresários que contratam serviços de freelancers, algumas agências até ajudam os profissionais independentes na melhoria de seus equipamentos. Além disso, segundo especialistas, as áreas de trabalhadores independentes que mais crescem em Salvador são: design, marketing, comunicação, TI e programação.

Conforme o proprietário da Agência Nitti Entretenimento, Adhemar Nitte, que trabalha com gerenciamento de artista, gestão estratégica e viabilidade de eventos, a contratação de freelancer contribui para a necessidade da empresa. “Freelancer é mais econômico. As empresas contratam bastante o freelancer, primeiro pela questão do custo, as empresas querem cortar custos, e, segundo, pelo fato de o freelancer trabalhar com diversos clientes e não ser uma pessoa engessada. Tem muitas pessoas atuando como freelancers em Salvador”, pontuou Nitte.

“Normalmente o ‘freela’ ganha por diária, a depender de qual atividade seja. Por conta disso, a pessoa consegue fazer trabalhos para ganhar muito mais que um salário mínimo, que gira em torno de R$ 33,

por diária. O autônomo consegue cobrar R$ 200, R$ 300 e R$ 500, no serviço, depende muito da área”, concluiu o publicitário Matheus.

Pedro Cordier, dono da Agência Equilibra Digital, que atua há quase 10 anos em Salvador, salienta que atualmente conta com o serviço de oito freelancers. “Hoje temos mais colaboradores fora da empresa do que dentro. Na minha área de desenvolvimento e marketing digital, recorremos a programadores, analista de redes sociais, design, produtores de conteúdo e redatores.

O público mais jovem não quer trabalhar naquela estrutura de oito horas por dia, ele quer operar de acordo com a sua vontade de produzir. Muita gente opta pelo lance de ser ‘freela’ pela questão da liberdade de horário e renda extra. O espírito empreendedor é muito grande”, ressaltou.

*Sob a supervisão da editora Cassandra Barteló

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