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Autor de 'Abaixa que é tiro', DIGGO surge como promessa do pagode baiano

Publicado terça-feira, 12 de novembro de 2019 às 16:47 h | Atualizado em 12/11/2019, 18:06 | Autor: Daniel Genonadio*
Cantor promove misturas de ritmos em suas músicas | Reprodução | Instagram
Cantor promove misturas de ritmos em suas músicas | Reprodução | Instagram -
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Compositor de 'Abaixa que é tiro', sucesso do verão e música do carnaval 2019, o jovem DIGGO, de 23 anos, decidiu aparecer nos holofotes e se tornar intérprete das suas próprias canções. O cantor lançou nas plataformas digitais, o hit 'Sou Eu', como sua primeira música de trabalho.

Diggo concedeu entrevista exclusiva ao Portal A TARDE, onde revelou detalhes sobre a sua carreira como compositor e suas projeções para o futuro.

Contatinho, Abaixa que é tiro, Garota Poderosa, Hipnotizou. Essas são algumas músicas famosas que tem a sua assinatura. Com apenas 23 anos, são várias canções famosas cantada por artistas mais famosos ainda. Como o Diggo compositor conseguiu o seu espaço com esses nomes da música brasileira?

"Eu componho com Ed Nobre e ele é um cara que já tem músicas na cidade, músicas famosas, então ele tem o contato direto com os caras. Componho com ele desde 2013 e a primeira música nossa que foi gravada foi em 2017, que foi 'Hipnotizou'. A demora foi os caras gostarem da música mesmo, porque a gente estava sempre enviando. No DVD do 'Hipnotizou', a gente mandou 12 músicas pro Harmonia e só ela foi gravada. A gente vai mandando, trabalhando sem parar".

Você iniciou a carreira aos 16 anos, fazendo composição. Qual a sensação?

"É bom demais ter a sua música sendo cantada por tantas pessoas. Uma coisa que não tem nem explicação".

Você é um dos compositores de 'Abaixa que é Tiro', sucesso do último verão e eleita música do Carnaval de 2019. Como foi a produção desse 'hit'?

"Eu vi um comentário de uma menina no Instagram. Ela comentou essa frase na foto de uma amiga. Eu gostei e mostrei a uns caras, eles curtiram e decidimos fazer. A ideia foi deixar a música dançante 'Abaixa que é tiro', e todo mundo desceu, mas eu não mandei descer. Automaticamente a pessoa vai descer, vai abaixar".

Esperava todo este sucesso?

"Ninguém esperava. Quando a gente terminou de fazer a música, achamos que tinha ficado legal, mas não tanto. A gente mandou pra galera e Tony (Parangolé) gostou e aconteceu. A sensação de ter ganhado o carnaval é incrível, a ficha demorou pra cair".

Após assinar essas músicas, você decidiu aparecer mais e interpretar as suas próprias canções. Porque tomou esta decisão?

"Eu cantava em uma banda de samba, ai quando eu saí da banda iria ficar só compondo mesmo. Eu fiz umas músicas e pensei 'ficou muito bom', e aí veio que ia lançar um 'EP' meu. Mostrei ao Rafinha (produtor musical), ele gostou, disse que ia colar comigo e foi".

Qual a diferença entre compor para você mesmo e compor para outros artistas? 

"Tem duas coisas: o comercial e o coração. Compor para mim é com o coração, aquilo que é o que eu gosto mesmo. Compor para outras pessoas é mais o comercial, pensar naquilo que as pessoas querem ouvir. A gente divide o tempo. Tem o tempo de DIGGO artista e tempo de DIGGO compositor, não tem como parar não".

Vejo que no Instagram, você sempre reposta alguns fãs que estão ouvindo a sua música, que tem milhares de visualizações no Youtube em duas semanas. Como você avalia a repercussão do seu som até aqui?

"Feliz demais, é diferente. É você cantando ali. Tem uma galera que você nunca viu na vida cantando sua onda, sua parada. É bom demais. De pouquinho em pouquinho a gente vai chegando".

Quais as suas principais influências no meio musical?

"Gosto do Chris Brown, estou curtinho muito música angolana agora. Caras como Anselmo Ralph, esse tipo de música. E com certeza eu trago todas essas influências para o meu som.

"Sou Eu" apresenta uma mistura de ritmos e fecha o refrão com um sonoro pagode baiano. Como podemos definir o seu tipo de música?

"O que a gente vai fazer é pegar o pagode, todos os pagodes, do Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador e juntar com essas influências. Vou juntando com Reggaeton, com Trap. 'Sou Eu' é assim, ela tem uma influência de um samba pop como Rodriguinho, que também é uma das minhas influências. Não é um Pagodão. Eu canto pagode. Pagode com bastante influências, mas ainda é pagode".

E agora? Podemos esperar novas músicas?

"Vou lançar o meu álbum próprio, minhas músicas, e pra esse verão estamos fechando, nada certo ainda. Estou deixando as coisas no orgânico. A galera não tem noção do que eu vou lançar agora. Qualquer coisa que eu fizer de diferente vai impactar, ser uma novidade. A ideia é surpreender".

Por fim, você acredita que DIGGO é o novo nome da música baiana?

"Sim, posso ser. Posso trazer o diferente. Em 2020, todo tipo de música, não só na música, como na arte em si, o que vai se destacar é o diferente. Tudo que é diferente, acontece. Na composição artística tem que ser assim, acho que as pessoas vão enjoar se for mais do mesmo".

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