ENTREVISTAS
‘A transição energética precisa ser inclusiva', defende presidente da PBio
Confira entrevista com Alex Gasparetto, presidente da Petrobras Biocombustível (PBio)


O óleo de dendê que sobra nos tabuleiros das baianas de acarajé de Salvador e de outras cidades baianas vai ganhar um novo destino: a produção de biocombustíveis. Para o presidente da Petrobras Biocombustível (PBio), Alex Gasparetto, iniciativas como essa demonstram que a transição energética só é efetiva quando também promove inclusão social e geração de renda.
Nesta entrevista ao A TARDE, concedida logo após o lançamento do Programa Recicla Capital, realizado na semana passada, Gasparetto explica que a iniciativa traduz, na prática, o conceito de transição energética justa.
“Esse programa exemplifica bem o que a Petrobras defende como transição energética justa. Ele é justo porque inclui e gera renda para a população”, afirma, ao destacar os benefícios da ação para trabalhadores da reciclagem e baianas de acarajé.
Durante a conversa, o executivo também detalha os planos de expansão da PBio, os investimentos previstos para a usina de Candeias, o avanço das exportações de biodiesel e a recuperação financeira da companhia.
Confira a entrevista completa
A Petrobras Biocombustível e a prefeitura de Salvador estão lançando os selos ambientais do programa Recicla Capital para fortalecer a cadeia de reciclagem do óleo de fritura usado. Que transformação essa iniciativa pretende promover na gestão desse resíduo na capital baiana?
Essa iniciativa vai trazer para a capital baiana uma destinação adequada para esse óleo que hoje muitas vezes é jogado de forma irregular nas praias ou na rede de esgoto. O óleo de fritura usado é bastante prejudicial ao tratamento do esgoto e, por isso, essa coleta é muito importante do ponto de vista ambiental para a cidade.
Além disso, a gente quer fazer dessa coleta do óleo de dendê usado um vetor de inclusão social. Estamos trazendo as cooperativas de catadores e catadoras para que participem do processo de produção de biocombustível através da coleta do óleo usado em Salvador. A transformação que a gente enxerga é do ponto de vista ambiental e social, pela geração de renda para todos envolvidos nessa cadeia. Salvador foi a primeira cidade que a gente assinou o convênio para a reciclagem do óleo de dendê. Vamos assinar o mesmo tipo de convênio com outras prefeituras baianas, a exemplo de Pintadas, Candeias, Antônio Cardoso e Tanquinho.
Você mencionou a dimensão social do programa. A iniciativa reúne tanto cooperativas de reciclagem quanto baianas de acarajé. Como ele pode contribuir para ampliar a geração de renda e fortalecer a atividade desses dois segmentos?
A gente já vem trabalhando com as baianas de acarajé desde o ano passado. Temos um projeto-piloto com 100 baianas de acarajé aqui de Salvador. Mas sabemos que existem 1.100 baianas cadastradas que trabalham aqui na região. Então, a gente agora quer ampliar essa participação das baianas.
A Petrobras Biocombustível, em parceria com a cooperativa Camapet, passa nos tabuleiros ou na casa das baianas para recolher esse óleo usado, e paga um valor para que elas possam reinvestir na compra de óleo de dendê novo. A cooperativa entrega na nossa usina de Candeias e lá esse óleo passa por um pré-tratamento para entrar no processo de produção de biocombustível. No final do processo, a gente tem o biodiesel produzido a partir desse óleo que pode ser usado em qualquer veículo pesado, a exemplo de navios.
Esse programa conecta a política de reciclagem à produção de energia renovável. O que ainda falta para que iniciativas como essa sejam incorporadas de forma mais ampla às políticas públicas no Brasil?
Esse programa exemplifica bem o que a Petrobras tanto defende fala sobre transição energética justa. Ele é justo porque inclui e gera renda para população nesse processo de transição. Não é excludente, pelo contrário, é includente. Esse programa exemplifica de forma bastante clara quando a gente fala em transição energética justa e vai trazer para esses trabalhadores da reciclagem um novo material para que eles possam trabalhar.
E é um material que remunera bem no mercado de reciclados. Com isso, a gente espera também agregar qualidade de vida para essas pessoas. O nosso trabalho prevê ainda a utilização de equipamentos de proteção individual, de treinamentos com os catadores. É um programa que envolve a inclusão de um ponto de vista global, tanto treinamento quanto investimento nas cooperativas, para que a gente possa fazer essa agregação de valor na cadeia chegar às mãos de quem mais precisa.
Apesar de ter sido criada há pouco mais de duas décadas, a Petrobras Biocombustível ainda é pouco conhecida pelos brasileiros em geral. Qual é o papel da subsidiária dentro da política de transição energética do Sistema Petrobras?
A Petrobras Biocombustível existe desde 2011, quando foi fundada. É uma empresa que já trabalhou no passado com outros biocombustíveis, com etanol e outros negócios. Atualmente, a PBio opera duas usinas de biodiesel. A gente tem uma terceira usina no Ceará que está hibernada e estamos estudando uma forma de requalificá-la para entrar em operação novamente. E a PBio vem sendo reestruturada depois da mudança de rumo da Petrobras para a transição energética.
Lembrando que, até 2022, a Petrobras estava totalmente focada na produção de óleo e gás. Depois houve uma mudança e a transição energética passou a ser uma parte importante do plano estratégico da companhia. E a PBio é parte central desse plano. É na PBio onde a Petrobras construiu experiência, know-how, e já vem fazendo transição energética há muitos anos. Hoje, a Petrobras pretende fortalecer o papel da PBio nesse processo de transição energética.
E a empresa quer ajudar a Petrobras com a sua experiência e seu know-how em outros negócios relacionados a biocombustíveis. É um trabalho que a gente vem fazendo internamente de fortalecimento da PBio para que a Petrobras consiga colocar em prática esse plano de transição energética que divulgou ao mercado.
Você mencionou as unidades produtoras de biodiesel da companhia, e uma delas está localizada em Candeias, na Bahia. Qual é a importância dessa usina para a estratégia de crescimento da PBio?
A usina de Candeias é a nossa maior unidade. Hoje ela tem uma capacidade de produzir 300 mil toneladas por ano de biodiesel. É uma unidade que a gente voltou a investir há uns dois anos. A gente requalificou a usina e pretende fazer mais cerca de R$ 113 milhões de investimentos aqui na unidade de Candeias para expandir a produção de biodiesel. Hoje, a gente opera com mais ou menos 55% da capacidade. Temos uma restrição no pré-tratamento e queremos ampliá-lo para poder aumentar a produção de biodiesel na usina.
A usina de Candeias tem sido uma planta muito importante para a gente desde o ano passado, quando iniciamos a exportação de biodiesel. Hoje, a gente está exportando biodiesel para a Europa a partir da usina de Candeias. Cada um ou dois meses a gente envia uma carga para a Europa de biodiesel produzido aqui. Esse é um mercado de exportação que está começando, mas que a gente enxerga muito potencial. A usina de Candeias é pioneira. Ela é o vetor de desenvolvimento da exportação de biocombustíveis. É uma usina que tem grande importância dentro da nossa estratégia de reposicionamento da PBio.
A PBio atua tanto na produção de biodiesel quanto no desenvolvimento de novos biocombustíveis. Qual é a visão de longo prazo da companhia? Ser uma produtora de biodiesel ou desempenhar um papel mais amplo e estratégico no processo de transição energética do país?
A nossa visão de longo prazo para a PBio é que ela seja o elo de conexão entre a Petrobras e o agronegócio. A Petrobras, nos seus outros projetos de biocombustíveis, vai demandar bastante óleo como matéria-prima. A PBio já tem o know-how de aquisição e pré-tratamento desse óleo. Então, a gente quer colocar a PBio como esse hub de negócios voltados para o agro. Hoje, a gente já comercializa na PBio também enxofre, e boa parte dele é utilizado para a produção de fertilizantes aqui no Brasil. A gente quer agregar outros produtos no portfólio da PBio que sejam destinados ao agronegócio.
A gente quer aproveitar a nossa capilaridade no agronegócio para poder levar produtos que o segmento necessita e trazer o óleo necessário para a produção de biocombustível. Olhando o longo prazo, esse é o nosso projeto para a PBio. Além de ampliar a nossa produção de biodiesel cada vez mais com matérias-primas certificáveis, porque isso vai nos permitir aumentar a exportação de biodiesel para o mercado europeu ou americano.\
São mercados que exigem um determinado índice de carbono. E esse índice de carbono é dado principalmente pela matéria-prima que a gente usa. A gente quer estruturar essa cadeia dentro da Bahia de certificação do óleo para que a gente possa ter um biodiesel premium para exportação. O OGR (Óleos e Gorduras Residuais) é uma matéria-prima que pode ser habilitada para produzir biodiesel para exportação. E a gente quer, dentro desse projeto com prefeituras, entidades e cooperativas, estruturar essa certificação ao longo da cadeia de coleta para que possa utilizar esse óleo na produção de biodiesel para exportação.
A PBio tem uma forte atuação ligada à soja, mas existem outras matérias-primas para a produção de biocombustíveis. Como você vê essa diversificação das fontes de matéria-prima na produção de biocombustíveis?
A soja se tornou dominante na produção de biodiesel no Brasil, pela sua disponibilidade e competitividade. Por isso, a maior parte do biodiesel produzido no Brasil é da soja. Aqui em Candeias, a gente utiliza mais ou menos um mix de 45% soja, e 30% óleo técnico de milho, que vem das plantas de produção de etanol e é considerado um resíduo, portanto é uma matéria-prima certificável. E uns 20% de sebo bovino, gorduras animais. O restante de outros óleos. A gente gostaria de utilizar mais matérias-primas oriundas da Bahia.
Isso é importante para nossa competitividade, porque reduz custo logístico. Mas hoje a Bahia ainda tem uma limitação de esmagamento de grãos para produção de óleo internamente. A gente vem buscando potenciais parceiros para ampliar o esmagamento de grãos na Bahia para poder originar mais matéria-prima aqui. Estamos trabalhando fortemente com o óleo de milho. Temos uma parceria já longa com a Empasa, que é a maior produtora de etanol de milho do Brasil. A gente vem ampliando essa parceria para utilizar cada vez mais óleo de milho aqui na planta de Candeias.
A PBio acumulou anos consecutivos de prejuízo, mas conseguiu reverter esse cenário e voltou a registrar lucro em 2024 e 2025. Quais foram as principais decisões que permitiram essa virada nos resultados da empresa?
A PBio tem um histórico de prejuízos ao longo dessa história. A partir de 2024, a gente voltou a registrar resultado positivo. Portanto, a gente já tem dois anos consecutivos de resultado positivo, em 2024 e 2025. Em 2026, a expectativa é que a empresa feche o ano com resultado superior ao de 2025. O que a gente vem trabalhando na PBio? A inclusão de outros produtos na carteira porque isso nos dá resiliência. O mercado de biodiesel é muito volátil. É um mercado que tem muita variação de preços.
Nos momentos em que o mercado de biodiesel está ruim e o resultado é menor, os outros produtos que a gente tem em carteira conseguem dar resiliência ao resultado da companhia. O enxofre, que foi absorvido pela PBio em 2024, vem proporcionando uma sustentabilidade de resultados positivos. A gente também está comercializando óleo mineral agrícola através da PBio. E estamos avaliando a possibilidade de trabalhar com outros produtos, tal como fertilizantes, para a gente comercializar via PBio.
Fertilizantes ainda é uma decisão que tem que ser tomada pela Petrobras, mas a gente está trabalhando nisso. Além disso, a gente vem reorganizando internamente a PBio. A gente fez muitos investimentos nos últimos dois anos nas usinas. Como você sabe, a PBio ficou em desinvestimento por muitos anos na Petrobras. Foram dez anos sem investimentos relevantes nas usinas de biocombustível. Fizemos muitos investimentos em confiabilidade, em manutenção, em melhoria da operação. Hoje, a disponibilidade das plantas de nossas usinas é muito grande.
A gente não tem problemas com as plantas de biodiesel para produção, paradas não programadas, coisas desse tipo. As plantas estão rodando perfeitamente e isso nos ajuda a reduzir custos de produção e a projetar um aumento de produção nessas plantas. A gente vem trabalhando nessas duas vertentes: fortalecer o negócio de biodiesel com investimentos e com melhoria de processos e agregação de outros produtos para transformar a PBio nesse hub de negócios do agronegócio.
Inclusive, vi uma declaração sua afirmando que essa recuperação dos resultados da PBio foi fundamental para que a Petrobras desistisse de vender a empresa. O que essa decisão representa para o futuro da política de transição energética da Petrobras?
O resultado positivo que a PBio passou a obter foi um grande fator que levou a Petrobras a desistir da venda da empresa, de fato. Porque nenhuma empresa vai manter um negócio deficitário por muito tempo. É fundamental que a PBio seja lucrativa para o sistema e o retorno dos resultados positivos deu essa segurança de que a Petrobras deveria tirar a empresa da carteira de desinvestimento e utilizar estrategicamente a empresa no seu processo de transição energética. Isso culminou com essa virada de chave da PBio, junto com essa mudança de direção da Petrobras para a transição energética.
Quando a Petrobras fez essa mudança, olhou para dentro e viu que no seu portfólio de empresas tinha uma com muita experiência e know-how. Por isso, decidiu mantê-la no sistema Petrobras.
Os resultados mais recentes da PBio mostram que sustentabilidade e rentabilidade podem caminhar juntas?
Com certeza. Eu acho que não existe essa dicotomia de rentabilidade versus sustentabilidade. Na verdade, a falta de sustentabilidade do negócio vai levar a uma perda de rentabilidade. Acho que a gente tem que olhar por essa ótica. É necessário que a gente tenha sustentabilidade no negócio e os impactos que esse negócio causa no ambiente e na população, para que ele seja perene ao longo do tempo. E, principalmente, nesse trabalho com o OGR fica muito claro a união entre sustentabilidade, inclusão social e rentabilidade.
É um trabalho que consegue demonstrar com muita clareza todas essas variáveis, trabalhando em conjunto para transformar o negócio cada vez mais de impacto positivo para a sociedade, para a economia.
Você falou da produção a partir de óleos vegetais, como a soja, mas também do reaproveitamento de resíduos, como o óleo de fritura usado. Até que ponto essa política de reciclagem pode ampliar sua participação na produção da PBio e contribuir para a oferta de biocombustíveis?
Tem um limite de processamento da planta. Ela trabalha com um mix de óleos e gorduras. Então, quando a gente produz biodiesel, faz um mix desses óleos para chegar na composição ideal para a produção do biodiesel. Em Candeias, a gente tem um potencial de processar até 36 mil toneladas de OGR, de óleo reciclado. Pode ser óleo de dendê, pode ser óleo de cozinha usado. Hoje, a gente processa, como eu falei, nas duas plantas, 2.700 toneladas.
Ou seja, estou falando de 2.700 para 36 mil toneladas só na planta de Candeias, 73 mil toneladas na planta de Montes Claros. Então, tem demanda para aumentar a utilização desse óleo reciclável. A gente tem espaço para absorver muito mais óleo do que a gente absorve hoje. O desafio maior é estruturar essa cadeia de coleta, porque é uma produção muito pulverizada. É uma coleta quase no varejo. É um desafio logístico, mais do que qualquer outra coisa. A gente consegue fazer essa coleta com um custo logístico baixo para poder ser viável a utilização e produção de biodiesel. A gente vem estudando a melhor forma de fazer.
A gente já vem trabalhando com as cooperativas há dois anos, já entendeu como elas funcionam, quais são as dificuldades. E, este ano, a gente está começando a estruturar arranjos maiores para começar a ter mais escala nessa coleta.
O setor de biocombustíveis defende a ampliação da mistura de biodiesel ao diesel. Que avanços essa medida pode trazer, tanto do ponto de vista econômico quanto ambiental?
Existia uma expectativa de aumento da mistura do B15 para o B16 neste ano. O B15 é o diesel que a gente chama de diesel B. A gente tem o diesel A, que é os puramente fóssil, e o diesel B, que a gente abastece nos postos. E o diesel B tem um percentual mínimo de mistura com biodiesel. Esse percentual vem aumentando e chegou a 15%, que é o B15.
E, conforme está determinado na legislação do combustível do futuro, dos 16% para os 20%, é necessário que se façam testes para ver se o aumento da mistura não causa nenhum impacto negativo nos veículos. Esses testes estão começando agora. Tem um cronograma até o final do ano para a gente concluir esses testes. São testes que são feitos para toda a indústria. Não é a Petrobras que está fazendo, é a indústria que está promovendo esses testes.
Só a finalização desses testes vai dar respaldo técnico para a decisão de aumento de mandato. A gente gostaria muito que aumentasse o mandato, mas a gente defende que sejam concluídos os testes, para que tenha segurança técnica para isso no Brasil. O aumento de mandato, para a gente, significa maior demanda, e por consequência, uma oportunidade de elevar a produção de biodiesel nas nossas duas plantas.
Hoje há uma corrida global pela descarbonização das economias. Na sua avaliação, qual é a posição do Brasil nesse cenário?
O Brasil tem uma posição muito privilegiada, em termos de oferta de energia. A gente já tem uma matriz de geração de energia elétrica bastante renovável. Cerca de 90% da nossa matriz elétrica é renovável, com uma participação cada vez maior de renováveis aqui do Nordeste. A geração de energia eólica e solar aqui do Nordeste está puxando o aumento da produção de energia fortemente no Brasil. Inclusive, a ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) tem tido que mandar algumas usinas se fecharem, desligarem, para não sobrecarregar o sistema.
A gente tem um potencial muito grande de produção de oleaginosas e outras matérias climáticas, produção de biocombustíveis, como o diesel, o etanol, o biometano. Não tem nenhum outro país no mundo que tenha esse potencial para produzir tanto o biocombustível quanto o Brasil. A gente tem a tecnologia e pessoas que sabem fazer.
Portanto, a gente está bem posicionado para explorar esse mercado. O Brasil já é uma referência no mundo, como um país avançado na transição energética. O que a gente precisa saber é aproveitar esse momento para, através da transição energética, fazer uma industrialização verde no Brasil. E agregar valor no Brasil, para gente sair desse modo exportador de commodities. Agregar valor no Brasil a partir de energia renovável para que a gente tenha acesso a mercados com produtos verdes. Esse é o caminho que o Brasil tem que perseguir.
Raio-X
Alex Gasparetto é presidente da Petrobras Biocombustível (PBio) e executivo com mais de 20 anos de experiência nos setores de gás natural, energia e biocombustíveis. Engenheiro de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e MBA em Gestão de Negócios pelo Ibmec, construiu sua carreira em empresas como Petrobras, Necta, Bahiagás e Transpetro, atuando em áreas de estratégia, finanças, governança e desenvolvimento de novos negócios.
Antes de assumir a presidência da PBio, liderou iniciativas da Petrobras voltadas à transição energética. Também presidiu a distribuidora de gás Necta e integrou conselhos de administração de empresas do setor energético.