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Aloísio está pronto para estrear na Libertadores

Aloísio não tem inimigos. Ao contrário, o irreverente centroavante do São Paulo não se envolve em confusões e vive elogiando colegas e ex-companheiros. Por isso, não é surpresa que um dos destaques da vitória por 3 a 1 sobre o Corinthians, no domingo, considere como seus maiores amigos no futebol os polêmicos Romário e Edmundo. "São pessoas maravilhosas, como se fossem meus irmãos", disse.
A ligação do boa praça Aloísio com a dupla de bad boys nasceu quando atuaram juntos no Flamengo, em 1995. "Fomos fazer uma excursão no Japão e eu fiquei sabendo que tinha chovido muito na minha cidade (Atalaia, em Alagoas) e metade da casa da minha mãe tinha caído. Na hora, o Edmundo assinou um cheque e mandou para ajudar minha família. Tenho um carinho muito grande por ele."
Romário foi ainda mais decisivo na trajetória de Aloísio. "Eu estava nos juniores, e ele pediu para a diretoria me promover", afirmou. "Na final da Supercopa, contra o Independiente, eu fiquei na reserva, e a torcida começou a gritar meu nome. De repente, o Baixinho veio correndo e falou para o Apolinho (então técnico do Flamengo): `Você não está escutando a torcida? Ele me mandou entrar na hora."
O esforço foi em vão, pois o Flamengo venceu por 1 a 0 (precisava de mais um gol), mas perdeu o título. "Mesmo assim foi bom, o Maracanã estava lotado e participei do gol do Romário", disse Aloísio.
A admiração pelo antigo companheiro é tamanha que batizou seu filho de Aloísio Romário. "Se eu tivesse outro, daria o nome de Aloísio Edmundo", garantiu o atacante do São Paulo.
Mais do que o alto astral, a capacidade técnica de Aloísio será fundamental para o São Paulo a partir de quarta-feira, quando o time estréia na Libertadores, contra o Audax Italiano, em Santiago, no Chile.
"Essa é a competição mais importante para a nossa torcida", admitiu Aloísio. "É um campeonato de que gosto de jogar, as arbitragens deixam o jogo correr e vence quem é mais forte."
Em sua opinião, brasileiros e argentinos mais uma vez serão os grandes rivais na luta pela conquista da taça. "Depois que o São Paulo ganhou o terceiro título, todos vão querer nos derrotar", disse Aloísio, surpreso ao ser informado de que times do mesmo país não poderão disputar a final a partir de agora. "Nem sabia que mudaram o regulamento", reconheceu. "Só podem estar com medo dos brasileiros."
Com Aloísio em boa fase, o elenco do São Paulo viaja amanhã pela manhã para o Chile. A formação titular que bateu o Corinthians, pelo Paulistão, deve ser mantida pelo técnico Muricy Ramalho.