ESPORTES
Anônimos que não perdem a prova têm boas histórias sobre a travessia

Passar as férias de verão em Mar Grande colocou o engenheiro civil Thiago Barreto de Araújo, de 24 anos, em contato com a travessia. A experiência que o levaria este ano a competir pela quinta vez, na 48ª Aquarius Fresh Travessia Mar Grande-Salvador, começou quando estava com 10 anos.
Todo ano eu via a largada. Dava para assistir da minha casa. Nunca tinha pensado em enfrentar um desafio assim, contou. Ao reviver a época de garoto, confessou que naquele tempo considerava impossível transpor a nado a distância entre Mar Grande e Salvador.
Atualmente, ele virou um dos protagonistas da tradicional maratona, enquanto o pai, Joaquim Barreto, assume o papel de tripulante do barco de apoio e torcedor. Meu melhor tempo foi no ano passado. Terminei em 2h19m, contou o engenheiro, avisando que só tira férias após disputar a prova.
Todo ano eu durmo em Mar Grande e já amanheço lá para a largada, ensina o nadador, explicando que toma essa atitude não só para sentir o calor da família, como para não se atrasar.
Thiago contou que só costuma tirar férias após disputar a tradicional prova.
Às vezes, a ideia de nadar vem na idade adulta, como aconteceu com a funcionária pública Joana Cantolino. Aos 27 anos, ele disputou a primeira travessia em 2008. Este ano, vai para a terceira edição. Fui campeã em 2010 do Circuito Brasileiro de Águas Abertas, na categoria master A, disse a nadadora.
Assim como Joana, outras dezenas de nadadores, de várias faixas etárias, irão enfrentar o desafio de atravessar a nado os 12 km de percurso. Para eles, completar equivale a vencer.