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Apesar dos dez jogos sem perder, Benazzi está atrás da formação ideal

Publicado sexta-feira, 01 de abril de 2011 às 10:43 h | Atualizado em 22/01/2021, 00:00 | Autor: Daniel Dórea l A TARDE

O desempenho das grandes equipes é questionável quando se trata de Campeonato Estadual e das primeiras fases da Copa do Brasil.

Por mais que o time vá bem, sempre aparece o cético: “Quero ver no Brasileiro!”. E, se estiver mal, surge o fatalista: “Se já está assim agora, imagina contra na Série A?”.

Por enquanto, o técnico tricolor Vágner Benazzi vive um pouco este dilema. Nas estatísticas, os resultados são excelentes.

Desde que assumiu o cargo, no Ba-Vi de Pituaçu – quando ficou no banco sem nem mesmo ter treinado a equipe –, disputou dez partidas, sendo duas pela Copa do Brasil e oito pelo Baianão, e faturou sete triunfos. Derrota, até então, nenhuma.

Porém, apesar da invencibilidade, alcançada pela última vez com o técnico Gallo, em 2009, o comandante Benazzi não é unanimidade. Veja enquete do A TARDE On Line.

Problema na frente - A segurança que Benazzi deu à defesa tricolor, entretanto, é indiscutível. O zagueiro Thiego, que não ganhou chances com o técnico anterior, Rogério Lourenço, entrou no time na estreia de Benazzi e casou perfeitamente com Titi.

Desde o seu ingresso, a média de gols sofridos da equipe passou a ser de 0,3 por jogo. E o Tricolor já teve a pior defesa do Baianão.

Sendo assim, o próprio Benazzi já tirou a conclusão: “Nosso problema é na frente. Ainda precisamos nos ajeitar”. De fato, até o meio-campo parece próximo do acerto.

Com a nova formação, que reúne três volantes de bom passe e apenas um armador ofensivo, o time ficou mais organizado e, diante do Paysandu, soube manter a posse de bola. Falta apenas Boquita, que o treinador chegou a classificar como um “camisa 10”, perder a timidez e ajudar mais o maestro Ramon.

Na linha de frente, há mais detalhes a ajustar. O garoto Rafael, artilheiro do Esquadrão na temporada, com cinco gols, foi barrado contra a vontade da maioria da torcida e, para piorar, Robert e Souza não foram bem contra o Papão.

Benazzi vem tentando forçar o casamento entre os dois maiores salários do clube, mas esbarra no problema da falta de mobilidade. A mesma situação que Lourenço enfrentou ao tentar escalar Souza e Jael.

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