ESPORTES
Apodi se destaca pela velocidade e potência

Por Daniel Dórea, do A TARDE
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Em duas partidas após seu retorno ao rubro-negro, o lateral-direito Apodi ainda não satisfez completamente a torcida, que não cansa de pedir: “Ei, Apodi, faz um gol aí pra mim!”.
Porém, ele já começou a fazer o que mais sabe. Cavar cartões vermelhos para o adversário. No primeiro jogo, diante do Atlético de Alagoinhas, no Barradão, o lateral-esquerdo Serginho foi expulso por reclamação, mas o amarelinho de antes ele havia recebido por falta sobre Apodi.
“Eu não vou para o lance já pensando em sofrer a falta e o adversário tomar cartão. Só quando eu to no chão que eu penso: ‘Esse vai ser expulso’. Mas a intenção é fazer a jogada mesmo”, garantiu o rubro-negro, que, no lance com Serginho, pretendia driblá-lo para, depois, concluir.
Já na partida de quarta-feira, 21, diante do Colo-Colo, em Ilhéus, as arrancadas de Apodi funcionaram como nos bons tempos e dois atletas do Tigre acabaram indo para o chuveiro mais cedo.
O primeiro foi Almir e o segundo, Rodrigo, que exagerou na violência para conter a correria do lateral já nos acréscimos do segundo tempo. Ambos receberam o cartão vermelho direto.
Por ser uma das suas principais características de jogo, há quem pense que Apodi goste de sofrer faltas, mas ele garante que não. “Quem é que gosta de apanhar? É lógico que o meu estilo ajuda nesse aspecto, mas eu não sou masoquista”, definiu.
A infração cometida por Rodrigo chegou a assustar até o próprio jogador, que jura ter demorado bastante para levantar porque estava sentindo muitas dores. “Fiquei com medo de ser algo mais sério”, explicou.
Quando cai, Apodi é espalhafatoso. Rola no chão, esperneia, mas diz que é por cautela. “Eu me protejo. Procuro girar e manter o braço junto do corpo. Se cair errado, é fratura na certa”.
Sobre evolução técnica, ele esperar melhorar ainda mais na marcação. “Adilson Batista (técnico do Cruzeiro) sempre falava que eu tinha facilidade pra apoiar, mas deixava o time aberto. Estou melhorando”.
Dúvida – Para o jogo de domingo, 25, contra o Vitória da Conquista, fora de casa, a única preocupação do técnico Vágner Mancini é o meia Cristian, que não treinou ontem por conta de dores no adutor da coxa.
Nesta quinta, 22, ele fez exames e, caso não possa atuar, o substituto pode ser Glaucio, que não sente mais o tornozelo e participou normalmente da atividade. Rafael Bastos e Nadson ainda não estão regularizados e a documentação ainda não deverá estar pronta neste domingo.
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