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Após derrota, Mancini tem longa conversa com atletas

Moysés Suzart, do A Tarde
Por Moysés Suzart, do A Tarde
| Atualizada em

O discurso do técnico rubro-negro Vagner Mancini lembrou os tempos de Fidel Castro, em Cuba, com suas longas conversas com a população. Nesta sexta-feira, 5, na reapresentação dos jogadores, houve uma hora e 35 minutos de longa sabatina dele com os jogadores.

Na pauta, o péssimo rendimento do time diante do Santos, na última quarta, 3. A conversa rendeu. “Precisamos voltar a ser o Vitória do Primeiro Turno. Quando ganhamos, a conversa não dura mais que dez minutos. Mas devido aos resultados negativos, precisava desta longa conversa. Precisava ouvir deles o que estava acontecendo. Saímos de surpresa na Série A para um time capaz de lutar pela Libertadores, e não podemos parar, agora”, disse o técnico Mancini.

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Realmente, esta conversa era necessária. Se não fosse a gordura adquirida no Primeiro Turno da Série A, com certeza, o Vitória seria um dos clubes ameaçados de rebaixamento. O fôlego do Leão atual não é o mesmo do início da competição. Passados cinco jogos do returno, os números rubro-negros são negativos, comparado com os dos primeiros jogos do certame.

Nas partidas de volta, o representante baiano obteve apenas 33% de aproveitamento, inferior, inclusive, ao do lanterna Ipatinga, que conquistou o mesmo número de pontos do Vitória na segunda metade do Brasileiro, mas com um jogo a menos.

Ao contrário da boa arrancada, o time do técnico Vagner Mancini só obteve a 15ª melhor campanha nas cinco últimas partidas, inferior ao oitavo lugar no mesmo número de partidas do turno inicial.

O técnico Mancini tenta explicar. “Agora, que se tornou obrigação vencer, todos olham nosso erro. Mas todos os times estão tropeçando, também. O Palmeiras perdeu esta semana para o Sport, dentro de casa”.

A queda de rendimento não precisa ser explicada por especialistas. Basta olhar o desempenho ofensivo, principalmente depois da saída de Dinei. Bastou o atacante sair, para o poder de gol do Vitória desaparecer. Nos cinco últimos jogos, todo o elenco conseguiu apenas 0,6 gols por partida. No mesmo número de duelo, Dinei já havia feito o mesmo percentual, com 3 tentos.

A solução para o problema está longe de chegar. O argentino Tripodi, na sua segunda aparição na derrota diante do Santos, não convenceu e parece agradar mais às mulheres, pela sua beleza, do que pela qualidade dentro de campo, brigando pelo gol.

Segundo o presidente do Vitória, Jorge Sampaio, a tentativa de trazer Joãozinho já está descartada e outros nomes estão sendo contactados. Um lateral direito também pode chegar. Assim, Marco Aurélio pode sobrar. Os jogadores terão o fim de semana de folga, só retornando aos trabalhos na segunda-feira, 8.

CHORO – A repercussão do choro de Edmundo, após perder para o Cruzeiro, por 3 a 1, não foi muito falada no Barradão, devido ao tropeço diante do Santos. Entretanto, Ramon Menezes pôde ver o desabafo do Animal ao vivo. “Estava lá (no São Januário) e vi. O desabafo de Edmundo é de tristeza pela derrota injusta. Ele é uma pessoa que vibra muito e se emociona fácil quando se sente lesado. É característica dele mesmo”, disse.

E Ramon acrescentou. “O choro não significa fraqueza. Ele é um líder no Vasco e, por isso, transmite esta emoção”. O meia estava no estádio vascaíno para receber a homenagem pelos dez anos da conquista da Copa Libertadores, em 1998.

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