ESPORTES
Após longa lesão, Jéferson quer estrear pelo Bahia em Pituaçu

A contagem regressiva começou. Falta apenas um mês para ele jogar. Jéferson, 27 anos, chegou ao Bahia em janeiro contratado por três anos. Porém, dias antes da estreia, rompeu os ligamentos do joelho esquerdo.
A previsão de retorno aos campos era de, no mínimo, seis meses. E o meia-esquerda está cumprindo a meta mais otimista. Segundo o fisiologista Alexandre Dortas, Jéferson passará por duas semanas de trabalho de reforço muscular.
Depois, será liberado para os treinos coletivos. Nesse estágio, outras duas semanas se farão necessárias. Na reta final da recuperação, o atleta não esconde a ansiedade de estrear pelo Bahia.
Já vive a expectativa da estreia? Falta só um mês...
A partir do momento que você tem um problema como eu tive, você fica na expectativa do que vai acontecer. Se vai voltar no tempo certo ou se vai acabar adiando este retorno. E é muito bom saber que eu consegui cumprir o prazo mínimo estipulado para a minha volta. Para isso, fiz tudo dentro do cronograma. Fiz tudo o que os médicos e fisioterapeutas me pediram. Se eu tivesse que estar aqui no Fazendão às 7h da manhã, eu estava. Se tivesse que estar às 7h da noite, eu também estava. Foi necessária uma disciplina severa para conseguir voltar aos campos.
Medo de nunca mais voltar a jogar outra vez, você teve?
No primeiro momento, sim! Esta foi a primeira lesão séria que tive na carreira. Não sabia o que aconteceria comigo. E o dia que tive a lesão foi estranho. Nem senti dor. Ainda tentei voltar para o treino. Foi quando vi que meu joelho estava frouxo. Aí, dá um baque, né? Depois, quando o médico mostrou meu joelho completamente frouxo e sem sustentação, fiquei assustado. Bateu o desespero.
E como você se acalmou?
Graças aos médicos e fisioterapeutas do Bahia. Eu sou um cara muito ansioso. Mas, o Luizinho (Luiz Napoleão Filho, auxiliar de preparação física do Bahia, que ficou a cargo da recuperação de Jéferson) sempre me deu força. Ele foi me tranquilizando ao longo do meu trabalho de recuperação.
Ficou angustiado sem poder ajudar o Bahia neste tempo?
Demais! Como eu disse, sou muito ansioso. Assistir às partidas só faz aumentar ainda mais o meu desejo de jogar.
Você tem acompanhado o time mais na TV e ou no estádio?
Só vejo pela TV. Ainda não tive coragem de ir a Pituaçu. Ficaria ansioso demais. Só quero pisar lá no dia que eu for jogar. Tanto que eu já pedi à comissão técnica que minha estreia seja em Pituaçu. Eu estou sonhando com esse momento. Meu primeiro jogo pelo Bahia só pode acontecer lá.
E, nestes jogos pela TV, houve algum que tenha de deixado mais angustiado?
Os Ba-Vis. Assisti todos com uma vontade enorme de jogar. É um clássico! Naquele da final mesmo (o empate em 3 a 3, que assegurou o título baiano de 2012), quase não aguentei de ansiedade.
Lembra qual foi sua reação na hora do gol do título?
Comemorei muito. Principalmente por ter sido Diones o autor do gol. Acho ele um cara muito simples e profissional. No início do ano, eu o via sem espaço no time, mas sempre treinando com simplicidade e dedicação. Antes da final, apostei que ele faria o gol do título. Na hora que o gol saiu, liguei para o Coelho (lateral que não jogou por estar lesionado): “Cara, você viu de quem foi o gol?!”. Depois me acalmei e pensei: “Calma, não é hora de comemorar ainda! Deixa o jogo terminar primeiro” (risos).
Já parou para pensar no seu primeiro gol em Pituaçu?
Acho que vou ficar louco. O Luizinho brinca comigo: “Já pensou se você fizer o gol da vitória logo na sua estreia?!”. Digo que, se isso ocorrer, vou querer passar uns três dias na Fazenda com minha família. Como minha família é tudo para mim, ia querer dividir essa alegria com ela. Mas, se isso não acontecer, não tem problema. O mais importante é eu voltar a jogar. E isso Deus está me permitindo. O que vier depois é lucro.