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Aposentadoria, só no Japão ou na Bahia

Vitor Pamplona
Por Vitor Pamplona

A história de Uéslei nos gramados pode ter em 2007 seu último capítulo. Independente de alcançar ou não o recorde, o atacante já vislumbra o futuro fora do campo de jogo: “A tendência é parar no fim da temporada. Acho que para mim já deu, tem que dar chance aos outros”. Mas parar no Japão mesmo, sem o tradicional retorno de jogadores brasileiros no exterior a um clube do coração? “Sim”, garantiu, sem pestanejar.



Para mudar os planos, Uéslei fez uma confissão até esperada, mas que, até hoje, somente pessoas mais próximas ouviram. “Eu já disse para amigos: só um convite do Bahia ou Vitória [pelo qual jogou em 1997] me fariam terminar a carreira no Brasil. Foram os times com os quais mais me identifiquei. Mas não fico pensando nisso, acho que ainda não é o momento”, disse.



Seja como for, o baiano de Salvador já exercita a memória para identificar o que mudou em sua vida nos seis anos em que viveu no Japão. Dentro de campo, fala sobre a “influência dos brasileiros” no futebol do país. “Acho que os jogadores japoneses evoluíram muito. Ganharam malícia, melhoraram o posicionamento. Eles são dedicados”, repete o que é perceptível para quem acompanha competições internacionais disputadas pela seleção nacional.



Particularmente, refere-se a um outro tipo de aprendizado, que extrapola as quatro linhas do campo de jogo. “A gente ensina, mas aprende também, não é? Estou mais disciplinado e mais tranqüilo”. Influência dos japoneses.

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