ESPORTES
Armstrong é inocentado em caso de doping, dizem advogados

Investigadores independentes inocentaram o heptacampeão mundial Lance Armstrong de uso de doping durante a Volta da França de 1999, e determinaram que a Agência Mundial Antidoping (Wada) atuou de maneira "completamente inconsistente" em relação às regras dos exames.
A empresa de advocacia Scholten, contratada pela União Internacional de Ciclismo (UCI) para investigar o caso, referiu-se em um comunicado na quarta-feira a uma "conduta imprópria" da Wada e do laboratório nacional francês LNDD.
O jornal esportivo francês L"Equipe noticiou em agosto passado que teve acesso a documentos do laboratório e que seis das amostras de urina de Armstrong coletadas no Tour de 1999 mostravam traços "incontestáveis" da droga erithropoietina (EPO).
O advogado holandês Emile Vrijman, ex-diretor da agência nacional antidoping da Holanda, foi indicado pela UCI em outubro passado para investigar as acusações.
Armstrong, que venceu a Volta pela primeira vez naquele ano e se aposentou após seu recorde de sete vitórias consecutivas em julho passado, sempre negou ter utilizado qualquer substância proibida.
Em fevereiro a UCI revelou que seu médico-chefe, Mario Zorzoli, forneceu os documentos ao jornal. Zorzoli disse que forneceu os documentos para que o jornalista pudesse escrever um artigo provando que Armstrong nunca pediu para usar drogas depois de ter superado um câncer dos testículos.
O médico foi suspenso por um mês, mas voltou em março.
A UCI disse que lamenta a divulgação do veredicto antes de ter tido a chance de estudá-lo, e explicou que ainda está esperando receber o relatório final.