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Atletas brasileiros torcem por chuva na São Silvestre

Agencia Estado
Por Agencia Estado

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O mau tempo é o que os espectadores da 84.ª Corrida de São Silvestre não gostariam de ver hoje nas avenidas da capital paulista. Mas é a notícia que os corredores brasileiros mais esperam para ver crescer as chances de vitória na prova, que começa às 16h52 desta quarta-feira.

"Já preparei meus pneus de chuva", brinca o mineiro Franck Caldeira. Em 2006, ele venceu a corrida sob tempo ruim e torce para que a situação se repita. "Os corredores africanos vão bem de qualquer jeito", constatou. "Mas, é melhor que chova, porque cria clima tenso e traz dificuldades para eles terem boas marcas."

Faça chuva ou faça sol, esta edição da prova não deve apresentar surpresas. Se for seguido o script, os conhecidos favoritos não darão chances a nomes em ascensão. "Sinceramente, não acredito em surpresas", afirma Moacir Marconi, brasileiro que há 12 anos cuida do treinamento de alguns quenianos. "Muitas vezes se ganha até com o nome. O corredor acredita tanto em si que intimida os outros, mas não desta vez."

Na avaliação do especialista, será difícil bater os africanos, principais favoritos. A maior expectativa do Brasil recai sobre os ombros magros do próprio Franck Caldeira. Neste ano teve uma temporada fraca em termos de resultados, ainda mais se comparada à de 2007, quando venceu a Maratona nos Jogos Pan-Americanos e a Meia Maratona do Rio, além da Volta da Pampulha, em Belo Horizonte. Ainda assim pode surpreender.

"Pode ser nossa grande esperança", diz Marconi. Ele (Caldeira) está bem, apresenta trabalho progressivo", comenta o preparador. "Está começando a subir, ainda mais depois da 3ª colocação na Volta da Pampulha deste ano."

Os colegas de Caldeira tentam mostrar otimismo. "Vamos brigar até o final", garante Giomar Pereira da Silva, segundo colocado da Nike 10K Rio de 2008. Mas logo cai na real e admite dificuldades. "É difícil, mas não impossível. Se não der brasileiro desta vez, tudo bem. Vamos voltar no ano que vem."

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