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BA-VI: um clássico em ritmo de percussão

Diego Adans, do A TARDE

Por Diego Adans, do A TARDE

19/02/2011 - 21:43 h | Atualizada em 22/01/2021 - 0:00

Historicamente, a dupla Ba-Vi já disputou 28 finais de Estadual, com 16 vitórias tricolores e 12 êxitos rubro-negros. Hoje, às 16h, o estádio de Pituaçu será palco do 438º confronto entre as duas equipes (Bahia, 175 triunfos; Vitória, 134 e 129 empates).

Ainda não se trata de decisão. É apenas o segundo clássico do ano. Porém, se houver vencedor, este gozará de um privilégio inestimável na terra do Axé Music. Não entendeu? Os integrantes da percussão do Ilê Ayê – primeiro bloco afro da Bahia –, fazem questão de explicar. 

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“Se vencer no domingo, pai (sic)... será só pertubação no carnaval. Torcedor do Bahia não vai aguentar o hino do Vitória ser tocado diversas vezes na Avenida. Seja no circuito do Campo Grande ou Barra/Ondina”, sorridente, conta o tocador de surdo, Denivaldo Silva ou, simplesmente, Zoio.

A resposta para a provocação rubro-negra é dada no mesmo tom. Apesar da má fase na qual vive o time do coração (5º quinto lugar, com apenas 7 pontos, no grupo 1), o tricolor Clemerson Figueiredo não perde o sorriso. Aos 32 anos e integrante do bloco Ilê desde os 12, ele rebate o discurso do amigo.

“No primeiro Ba-Vi, lá no Barradão, deixamos o Vitória ganhar. Quebraram um tabu, né? (Desde janeiro de 2006 o Leão não superava o Bahia no estádio). Agora será outra história. Venceremos e o carnaval da turma tricolor começará já no domingo (hoje)”, afirma.

A paixão clubística é tamanha que, até mesmo no intervalo dos ensaios do bloco afro (ocasião na qual o ESPORTE CLUBE esteve presente na última semana), o assunto da resenha era uma só: o clássico. “Semana de Ba-Vi é assim. Não dá para falar sobre outra coisa não. Até ficamos resenhando aqui, por alto, qual será a música do carnaval: Tchubirabirom ou Chupeta”, disse o tricolor e tocador de surdo Edmílson Rodrigues, em referência as canções interpretadas, respectivamente, pelo rubro-negro Léo Santana e o tricolor Márcio Vítor.

Há, porém, quem fique seja imparcial e torça pelo futebol da Bahia. “Sou apreciador do futebol estadual. Aqui dentro eu sou Ba-Vi, lá fora (no exterior) quando vamos fazer shows, sempre exalto os dois clubes. Não tem como torcer para um ou outro”, justifica-se o tocador de caixa, Givaldo Pereira.

De acordo com a programação oficial do carnaval, o primeiro dia de desfile do bloco afro será no circuito Osmar (no Campo Grande), sábado, às 23h20. E a rivalidade irá rolar solta. “Não levarei camisa. Vou levar uma fitinha no braço, algo que lembre o Vitória. Só para pertubar”, brinca Denivaldo.

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