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Bahia: Barradão não assusta mais

Daniel Dórea, do A Tarde
Por Daniel Dórea, do A Tarde

>> Barradão começa a vender ingressos nesta sexta-feira

A maior prova de que o Barradão não causa mais tanto medo nos corações tricolores é que o Bahia chegou até a cogitar a possibilidade de mandar seus jogos na Toca do Leão, este ano.

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Uma reunião improvável entre dirigentes dos arquirrivais foi marcada, mas logo os rubro-negros – alegando desaprovação da torcida – tiraram o encontro de pauta. O conselheiro tricolor Paulo Maracajá não gostou.

O principal motivo para essa banca que Esquadrão está botando – a ponto de o diretor de Futebol Ruy Accioly ter chamado o Barradão de Rrecreio dos Tricolores – é o desempenho da equipe nas últimas cinco partidas no estádio. Foi justamente após o triunfo mais recente que Accioly deu a polêmica declaração.

São três vitórias e dois empates nos últimos confrontos, mas isso quer dizer pouco para o goleiro Darci, que esteve presente em todos os sucessos. “Não sei se é coincidência ou não, mas foi no meu primeiro Ba-Vi que o Bahia quebrou esse tabu. Mas isso só é bom para a imprensa. A gente se preocupa mesmo é em jogar e vencer. O clássico é uma situação normal do campeonato”, avaliou ele que, além de ter vencido todos os seus desafios na Toca, ainda teve participações decisivas e pegou dois pênaltis.

Já o volante e capitão Fausto jogou os três últimos Ba-Vi no Barradão. Venceu um e empatou dois. “Graças a Deus, nunca perdi lá, e espero que a sorte continue do nosso lado. Tive muitas felicidades no estádio. Agora, é só manter a seqüência”, disse.
Apesar de admitirem que se sentem bem atuando na casa do maior adversário, Darci e Fausto sabem que não existe essa história de campo neutro. “De forma alguma. O Barradão é a casa do Vitória. Se fosse assim, a torcida seria dividida meio a meio, mas sempre se vê mais torcedores deles”, afirmou o goleiro.

O fato é que nunca houve, por parte dos tricolores, tanto apreço pelo território inimigo. No começo do ano, o técnico Paulo Comelli já chegou a dar declarações favoráveis ao Bahia mandar seus jogos contra o Vitória no Barradão. Hoje, a opinião do comandante mudou: “É melhor em Feira, onde temos certeza de que nossa torcida será maior”.

Porém, tanto Comelli quanto Fausto gostariam de jogar no Barradão na Série B, enquanto o Estádio de Pituaçu não estiver pronto. “Queremos estar o mais perto possível do nosso torcedor. Se para eles é mais fácil ir ao Barradão, nos sentiríamos em casa atuando lá”, garantiu.

MISTÉRIO – O joguinho de esconde-esconde na semana de clássico está sendo respeitado entre as duas partes, mas o Vitória exagerou, fez até treino secreto. Comelli entende o colega Mancini. “Ele tem os motivos dele. Está tendo dificuldade em relação aos jogadores que saíram e outros machucados. Quanto menos eu souber, melhor pra ele”, disse o técnico tricolor.

Para escalar o seu time, o técnico ainda depende do resultado do julgamento desta sexta-feira, 18, às 15 horas, que pode tirar o artilheiro Elias do clássico. Mas a dúvida não está aí.

Se o meia ficar de fora, Everton já tem sua vaga garantida. A maior interrogação é a forma que a equipe vai jogar. Como em um Ba-Vi a cautela costuma imperar, o volante Rivaldo sai na frente da briga com os atacantes. Cristiano deve ficar sozinho na frente.

Nesta quinta-feira, 17, o coringa Rogério desceu reclamando para treinar. Ele levou um pisão no pé no coletivo de quarta-feira 16, e o local estava dolorido, mas o mandaram participar da atividade. Depois de uma conversa com o treinador, foi devidamente liberado.

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