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Bahia busca reabilitação diante do América neste sábado
>> O que deve mudar no time do Bahia?
Na tarde deste sábado, 11, quando o Bahia do técnico Paulo Comelli entrar em campo para enfrentar o América, em Natal, o torcedor vai ver uma formação sem grandes diferenças em relação à do ex-treinador Alexandre Gallo. A justificativa é boa. “Não vou mudar radicalmente, pois serei suicida. Vou manter a formação do último jogo. Farei apenas alguns ajustes”, disse Comelli. Você pode acompanhar os principais lances do confronto em tempo real a partir de 16h no A TARDE ONLINE.
E são justamente estes “ajustes” que o time de um técnico se diferencia do outro. Os nomes serão os mesmos, mas a forma de jogar será diferente. O primeiro detalhe que dá nova cara ao Bahia é a quantidade de zagueiros. Enquanto Gallo colocava apenas dois defensivos, mas povoava o meio-campo de volantes, o atual comandante prefere três na cozinha tricolor.
Por isso, a função de Leandro, antes como o primeiro volante, vai mudar para zagueiro central, junto com Evaldo e Nen. Esta formação de Comelli chegou a ser alvo de duras críticas quando ele esteve no Bahia, em 2008. Na Série B do ano passado, o treinador insistia na formação com três zagueiros mesmo jogando dentro de casa, o que era motivo de revolta da torcida na época.
Porém, a principal arma de Comelli estará nas beiradas do campo e, segundo o comandante, é o motivo para ele escalar uma defesa bem povoada. “Vou utilizar bem meus laterais, principalmente o Ávine, que é veloz. Para isso, preciso de três zagueiros cobrindo a subida dos laterais”, explicou.
E quem viu o último treino do tricolor no Fazendão constatou que o técnico tem razão. A ala foi o foco de Comelli em todas as jogadas ensaiadas. Em todo contra-ataque, o penúltimo toque sempre era dos laterais. O último toque dependia de quem colocasse a cabeça primeiro.
Sem tempo para treinar, o principal meio para chegar no gol do América será com os cruzamentos na área adversária. E Ávine vai se encarregar disso. “Cruzei bem no treino e espero fazer isso novamente no jogo”, disse o lateral.
Na urgência e falta de treino, a esperteza de Comelli vale mais. Os cruzamentos na área treinados no Fazendão foram baseados em números que podem ajudar o Bahia. Nos 2 jogos que o time de Natal perdeu em casa, acabou levando 4 gols, 3 deles após bola lançada na área, pelos alas.
Mas nem todo mundo gostou da idéia. Joãozinho prefere as jogadas pelo meio. “Sei que estou pecando nas finalizações. Porém, precisamos que as bolas que chegam pelo meio sejam melhores trabalhadas para que o ataque funcione”, solicitou. O ataque realmente não está funcionando. Dos 9 gols marcados pelo Bahia na Série B, apenas 4 foram de atacantes.
O erro pode estar na escalação. Comelli terá que optar entre Joãozinho e Reinaldo Alagoano na frente. O motivo é simples. Os dois são jogadores de área, daqueles que esperam a bola chegar no pé, tendo o trabalho apenas de fazer o gol. Agora imagina dois jogadores plantados, esperando a boa vantagem dos meias. É preciso um atacante que busque a bola e entregue de bandeja para um único centroavante.
AMÉRICA x BAHIA
AMÉRICA: Rodolpho; Edson Rocha, Jackson e Adalberto; Thoni, Somália, Ricardo Oliveira e Luciano Amaral; Rafael, Fábio Neves e Helinho. Técnico: Guilherme Macuglia.
BAHIA: Marcelo; Evaldo, Leandro e Nen; Marcos, Hernan, Elton e Ávine; Hélton Luiz, Reinaldo Alagoano e Joãozinho. Técnico: Paulo Comelli.
LOCAL: Estádio João Machado (Machadão), em Natal-RN, às 16h10.
ARBITRAGEM: Charles Hebert Cavalcante Ferreira (AL), auxiliado por Márcio Freire Lopes (PB) e Broney Machado (PB).