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Bahia mais ofensivo contra o líder Atlético-GO

Daniel Dórea e André Uzêda, do A TARDE
Por Daniel Dórea e André Uzêda, do A TARDE
| Atualizada em

Final feliz. Mesmo que sofra, apanhe, esteja à beira da morte, este é invariavelmente o destino do herói da história. “Todo filme americano é assim. A história fica mais bonita se tudo der certo depois de uma situação difícil. Costumo passar esses filmes na concentração e precisamos traduzir isso em sucesso para nós. Mas são eles [jogadores] que fazem o roteiro”, discursou o técnico tricolor, Sérgio Guedes, que jura nunca deixar de pensar no acesso, totalmente possível para ele.

A inspiração pode vir tanto de filmes hollywoodianos, a exemplo de “À procura da felicidade”, “Coração Valente”, “Rocky” e tantos outros, como de várias equipes que já conseguiram uma reação parecida.

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Na Série B, o melhor exemplo vem de 2006, quando o limitado América de Natal conquistou o acesso. O time ficou na zona de rebaixamento nas sete primeiras rodadas e ainda voltou para lá na 12ª. Muito penou até que, após o 31º jogo, finalmente entrou pela primeira vez no G-4. Mas só conseguiu se garantir na Série A na rodada derradeira.

O volante Léo Medeiros, que ganha outra chance nesta terça-feira, 18, cita um caso em que esteve envolvido. “É lógico que eu acredito no acesso, senão já teria pedido para ir embora. Em 2007, eu estava no Flamengo e começamos o Brasileiro muito mal. Todo mundo achava que seríamos rebaixados, mas nos classificamos para a Libertadores”, orgulha-se.

Nesta terça à noite, em Pituaçu, o Bahia encara o líder Atlético Goianiense. E nada melhor do que vencer o time mais temido do campeonato para, na próxima terça, contra o Paraná, iniciar o segundo turno com moral.

O atacante Nadson, que começa a agradar à torcida e marcou duas vezes nos dois últimos jogos, prefere não carregar nos ombros a responsabilidade de subir para a primeira divisão. “Não adianta ficar pensando nisso. Tem que ser uma coisa de cada vez. Mas, se o time continuar crescendo, a tendência é a gente conseguir uma boa sequência de vitórias”, afirmou.

Já Sérgio Guedes prefere tirar da cabeça as coisas ruins. “Não gosto de olhar para trás. Não falo em rebaixamento. Tem time que pensa em quantos pontos fazer para não cair. O Bahia tem que estar o tempo todo pensando no que precisa para subir”, disse ele, que comemora a evolução do time, mas também faz críticas: “Precisamos construir e terminar melhor as jogadas. Além disso, temos sofrido muitos gols não por mérito do adversário, mas por falha nossa”.

Promoção – Sem formalidade, o Bahia está fazendo uma promoção para atrair mais torcedores ao estádio, confiando no incentivo de sua galera para vencer os líderes do campeonato. O torcedor pode comprar meia-entrada por R$ 15 e não precisará mostrar a carteira de estudante nas bilheterias.

O ingresso de inteira custa R$ 30 e é importante para o torcedor solicitar explicitamente o ingresso de meia para economizar. Tudo para evitar que o Ministério Público fique no pé.

No ataque - Foram quatro jogos e quatro formações diferentes do técnico Sérgio Guedes à frente do Bahia. Se as mudanças inicias faziam parte de uma fase de experimentação e análise do material que tinha em mãos, agora, com um esboço da sua formação predileta já definida, Guedes mudará por necessidade.

Vinícius, Leandro e Elton não jogam por conta de suspensão e os candidatos mais cotados para assumir as vagas dos defensivos são, respectivamente, Evaldo, Rogério – que a exemplo do jogo contra a Ponte Preta volta a atuar como volante – e Léo Medeiros.

Caso confirme esta formação, que utilizou durante os treinamentos, a equipe do Bahia passa a ser mais ofensiva com dois meias de ligação e um volante com forte chegada por trás. Aliás, o próprio Léo Medeiros, que deverá cumprir esta função do homem-surpresa, se diz satisfeito com a posição que deve desempenhar no jogo.“Gosto de jogar desta forma, com dois meias de armação mais na frente e com cobertura para eu poder subir”.

BAHIA X ATLÉTICO-GO

Bahia - Marcelo; Bebeto, Nen, Evaldo e Rubens Cardoso; Rogério, Léo Medeiros, Juninho e Paulo Isidoro; Jael e Nadson. Técnico: Sérgio Guedes.

Atlético-GO - Márcio; Rafael Cruz, Leandro Amaro, Jairo e Chiquinho; Leandro Carvalho, Robston, Lindomar e Elias; André Leonel e Marcão. Técnico: Mauro Fernandes.

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