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Bahia só pensa no triunfo diante do CRB

Moysés Suzart, do A Tarde
Por Moysés Suzart, do A Tarde

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Todos procuram um herói para explicar a reviravolta tricolor na Série B. Alguns dizem que é graças aos gols de Galvão. Alguns mais eufóricos já falam que o jovem Paulo Roberto é o Super-Homem da vez, pelo gol da virada diante da Ponte Preta, na última rodada. Mas nem sempre o ‘salvador da pátria’ está dentro das quatro linhas. Por que não falar de Artur dos Santos Lima?

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Baixinho, teimoso e, muitas vezes, explosivo em suas atitudes, Arturzinho está, mais uma vez, ‘tirando leite de pedra’ no Fazendão. Mesmo com a limitação no elenco atual do Bahia, o treinador está superando até mesmo suas expectativas particulares. “Eu esperava entrar no G-4 na 24ª rodada. Me surpreendi”. Mérito para os jogadores. Mais ainda para o treinador.

Quando Arturzinho voltou ao Bahia, o representante baiano estava ocupando a 16ª colocação, beirando a zona de rebaixamento. Assumiu, enfrentou críticas e receios, mas conseguiu transformar os 33% de aproveitamento do seu antecessor, Paulo Comelli, para 58% na Série B.

No ano passado, Artur teve a mesma sina. Recebeu um elenco fraco e sofreu com a desconfiança. Aos trancos e barrancos conseguiu o acesso à Série B. Mesmo conquistando tal feito, a diretoria não confiou em sua capacidade e o demitiu. Achavam os cartolas que o Bahia precisava de um treinador mais experiente. Não adiantou. Ele voltou depois de Comelli não acertar o time. “É difícil prever. Mas é óbvio que se eu tivesse continuado, meu trabalho teria sido melhor”.

Arturzinho começou a carreira de treinador no rival Vitória. O ex-jogador ainda atuava no Volta Redonda quando recebeu o convite do ex-presidente rubro-negro Paulo Carneiro, em 1996. Acabou campeão baiano e da Copa do Nordeste. “O jogador que disser que é fácil virar treinador é mentira. Uma coisa é imaginar treinamento e outra é executar. A conduta é outra. Lembro que já entrei no vestiário para brigar com jogador. Pra sair na mão, mesmo! Hoje, sei que o treinador não pode ter este tipo de comportamento”, ensinou.

Mas Artur ainda tem muito o que aprender. Ele costuma tropeçar na própria teimosia, principalmente na insistência de escalar jogador mal, tecnicamente, mas que sabe obedecer ao seu plano tático.

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