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Bahrein admite doping do campeão dos 1.500 metros

Publicado quarta-feira, 29 de abril de 2009 às 09:14 h | Atualizado em 29/04/2009, 09:14 | Autor: Agencia Estado
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O meio-fundista barenita Rashid Ramzi, medalha de ouro nos 1.500 metros na Olimpíada de Pequim, é o segundo caso confirmado de doping com o hormônio sintético Cera flagrado durante a competição, após a reavaliação de mais de 900 exames realizada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). O anúncio foi feito nesta quarta-feira pelo Comitê Olímpico do Bahrein, um dia após o COI informar que seis atletas haviam sido flagrados nos novos exames, um deles em duas ocasiões.

Horas antes, o Comitê Olímpico Italiano havia informado o doping do ciclista Davide Rebellin, prata na prova de estrada. A informação dada no Bahrein confirmou os rumores de que um dos flagrados seria um campeão olímpico. Os outros quatro atletas seguem ainda sem divulgação de nomes, provas e nacionalidades.

Nascido no Marrocos, Ramzi ganhou a cidadania do Bahrein em 2002 e no mesmo ano ganhou sua primeira competição, a medalha de ouro dos 1.500 metros nos Jogos Asiáticos, em Busan, na Coreia do Sul - conseguiu o bi quatro anos depois, em Doha, no Catar. Em 2005 foi campeão mundial nos 800 e nos 1.500 metros, em Helsinque, e no Mundial de Osaka, em 2007, levou a prata nos 1.500 metros.

Segundo os dirigentes barenitas, Ramzi foi convocado para prestar depoimento ao COI em 8 de junho, no dia em que será analisada a contraprova - a primeira amostra foi analisada em 19 de fevereiro. Se ele tiver a medalha de ouro cassada, o Quênia vai conquistar sua sexta medalha de ouro no atletismo, igualando-se a Rússia e Jamaica, com a vitória de Asbel Kipruto Kiprop. O neozelandês Nicolas Willis, bronze, deve ficar com a prata, enquanto o francês Mehdi Baala, que terminou em quarto, herdaria o bronze.

A Cera é um hormônio usado para aumentar o número de glóbulos vermelhos e, assim, facilitar a oxigenação sanguínea e a recuperação muscular, após provas de esforço elevado - por isso é usado principalmente por atletas em provas de resistência, como as corridas de longa duração do atletismo e do ciclismo.

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