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Cabofriense critica juiz e quer anular jogo com Botafogo

Agencia Estado

Por Agencia Estado

01/02/2007 - 18:23 h

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O presidente da Cabofriense, Valdemir Mendes, disse hoje que acionará a Justiça Desportiva para pedir a anulação da partida de ontem, realizada no Estádio Alair Corrêa, em Cabo Frio. Ele não se conforma com a derrota para o Botafogo, por 1 a 0, em jogo válido pela segunda rodada Taça Guanabara, o primeiro turno do Campeonato Carioca. O motivo da revolta: o árbitro Fábio Calábria validou um gol que daria o empate para a Cabofriense, mas voltou atrás após consultar o auxiliar Hilton Moutinho, que chegou a correr para o meio-de-campo sem sinalizar nenhuma irregularidade no lance e parou inexplicavelmente no meio do caminho, decidindo apontar falta no goleiro Max.

Depois de conversar com Hilton Moutinho, o árbitro resolveu marcar falta do zagueiro Cléberson no goleiro do Botafogo, anulando o gol feito pelo atacante Roberto. O lance polêmico ocorreu aos 38 minutos do segundo tempo. Houve confusão no gramado, com empurra-empurra e muito bate-boca entre o trio de arbitragem e os atletas e integrantes da comissão técnica da equipe de Cabo Frio.

O presidente da Comissão de Arbitragem da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), Carlos Elias Pimentel, afirmou que Hilton Moutinho e Fábio Calábria não vão participar do sorteio da próxima rodada da Taça Guanabara. Ele, inclusive, pode anunciar uma punição maior para os dois árbitros no início da semana que vem.

Apesar disso, o presidente da Cabofriense garantiu que vai defender o clube até o fim nesse caso. "Vou conversar com nosso departamento jurídico para definir como iremos proceder em busca da anulação da partida, mas certamente iremos tomar alguma providência jurídica", prometeu Valdemir Mendes. "Temos a gravação do jogo e todos viram o que aconteceu conosco. Uma situação como essa não pode passar em branco, pois prejudica seriamente nosso trabalho."

Para o zagueiro Cléberson, a disputa de bola com o goleiro do Botafogo foi normal. "Eu estava de costas para o Max e não tive intenção de fazer falta", defendeu-se o jogador da Cabofriense.

Hoje, o árbitro do jogo confirmou que não viu irregularidade no lance, mas decidiu anulá-lo pela convicção do auxiliar Hilton Moutinho, que o acionou por meio de um dispositivo eletrônico instalado na bandeira. "O ângulo de visão dele era melhor do que o meu", justificou Fábio Calábria, em entrevista à Rádio Brasil.

Após a partida, Fábio Calábria, que é agente da Polícia Federal, foi acusado de apontar sua arma para um torcedor, que reclamou da atuação do trio de arbitragem. Apesar de admitir que portava uma arma na bolsa, o árbitro negou o episódio. "Ando armado 24 horas por dia, até para me proteger. O torcedor, no entanto, disse que eu estava armado para aparecer. Ele até me contou que queria aparecer na televisão", afirmou o árbitro.

Histórico

O auxiliar Hilton Moutinho já teve problemas com a diretoria do Botafogo. Ele foi apontado pelo clube como o responsável pela eliminação na Copa Sul-Americana de 2006. Na época, validou um gol irregular do Fluminense nos acréscimos do confronto com o time botafoguense. Mesmo impedido, o volante Marcão empatou o clássico (1 a 1) e levou a decisão da vaga para os pênaltis, vencida pelo Flu.

Depois desse episódio, dirigentes do Botafogo chegaram a prometer que Hilton Moutinho nunca mais trabalharia num jogo da equipe novamente.

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