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Com melhor ranking, Orlandinho mostra evolução e volta a sonhar no circuito

Felipe Rosa Mendes | Estadão Conteúdo

Por Felipe Rosa Mendes | Estadão Conteúdo

26/09/2018 - 7:40 h | Atualizada em 19/11/2021 - 9:16

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Orlando Luz se tornou uma promessa do tênis brasileiro em 2014. Ele Chamou a atenção ao vencer dois dos principais torneios de juvenil, faturar o título de duplas em Wimbledon e chegar à vice-liderança do ranking com apenas 16 anos. Mas o status de promessa logo pesou e, em 2017, viveu sua pior temporada da carreira. Um ano depois, o cenário é totalmente diferente, com troféus em simples e duplas e o melhor ranking na ATP.

Até agora, já são dois títulos e um vice-campeonato de simples em torneios Future (categoria logo abaixo dos Challengers), além de cinco troféus e um vice em duplas, quase todos ao lado de Felipe Alves Meligeni, sobrinho de Fernando Meligeni. O desempenho deste ano contrasta com o retrospecto de 2017: dois vice em simples e tentativas frustradas de entrar em torneios maiores.

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Orlandinho só precisa de uma palavra para justificar o grande salto: confiança. "Tudo isso se deve à confiança, consegui quebrar a barreira mental. Quando você sofre muitas derrotas, como aconteceu em 2017, você acaba duvidando muito de si mesmo. Depois de quebrar essa barreira na minha cabeça, passei a acreditar que eu posso, que estou jogando bem", diz o tenista de 20 anos, ao Estado.

O crescimento da confiança se deve principalmente ao trabalho que vem fazendo em Barcelona, na academia BTT, que tem como um dos donos o espanhol Francis Roig, um dos treinadores de Rafael Nadal, atual número 1 do mundo. Orlandinho (e também Felipe Meligeni) treina no local desde janeiro em uma parceria da academia com a Confederação Brasileira de Tênis (CBT). Pelo acordo, a entidade brasileira bancava 50% das despesas dos dois jogadores, o que incluía treinos, hospedagem e alimentação. Desde agosto, esse número aumentou para 100% - a CBT não divulga os valores por alegar que o contrato é confidencial.

Na BTT, Orlandinho treina com o técnico brasileiro Léo Azevedo, a quem atribui a evolução técnica e mental. "Ele confia muito no meu potencial, está conseguindo extrair as melhores coisas do meu jogo e da minha cabeça também", diz o tenista, que atingiu na segunda-feira sua melhor posição no ranking: 389º.

"Eu evoluí bastante no saque, principalmente na porcentagem dos pontos que agora ganho com o primeiro saque. A devolução também melhorei bastante. Hoje estou com uma variedade imensa de devoluções, do fundo, entrando, direita, esquerda. Isso não é mais um problema", explica.

O período de treinos na Espanha vem ajudando também pela proximidade dos principais torneios do circuito. Na Europa, Orlandinho faz deslocamentos mais curtos e consegue retornar com facilidade para sua base, em Barcelona. Para o tenista, é isto que ajuda a explicar por que juvenis europeus conseguem despontar com mais facilidade entre os profissionais.

"Poder jogar e voltar para casa e fazer uma boa saída de treino perto de casa, da família, em locais bons de treino, faz toda a diferença. Tem semana que você perde na primeira rodada e aí não encontra lugar bom para treinar, para estar se preparando para os próximos torneios. E com isso começam a aparecer as lesões. Uma coisa acaba puxando a outra", afirma.

Desde janeiro na Espanha, Orlandinho só conseguiu voltar para o Brasil em agosto. Foi o maior período em que ficou distante da família. E ele admite que a saudade de casa é a maior dificuldade enfrentada em Barcelona. "Não é fácil. Quando você está indo mal nos torneios, a primeira coisa que você lembra é que você está longe da família. Fiquei sete meses sem voltar para casa. Aí a gente volta e fica só três ou quatro dias e fica mais seis meses longe. Mas é o nosso trabalho."

Mas a distância da família não impede o tenista de sonhar no circuito. Em 2019, a meta é conquistar vaga nos Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru. E, em seguida, o grande objetivo é estar na Olimpíada de Tóquio. "O sonho de todo jogador é estar na Copa Davis, poder disputar Pan-Americano, Olimpíada. Eu gostaria muito de estar nestas competições nos próximos anos."

Até lá, Orlandinho espera crescer ainda mais no circuito. Até o fim do ano ele espera disputar alguns torneios de nível Challenger. "Estou recuperando o terreno perdido. Estou com ótima colocação no ranking para a minha idade. Vou defender poucos pontos até dezembro, então dá para subir ainda mais. Vou seguir trabalhando e ver até onde eu posso chegar."

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