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JORNALISTA MORREU

Testemunhas relatam que desfibrilador não foi usado em Grant Wahl

Após passar mal em estádio durante Argentina x Holanda, Wahl foi atendido, mas não resistiu

Da Redação
Por Da Redação

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Wahl ganhou as manchetes em novembro ao relatar que foi detido por usar camiseta LGBTQIA+
Wahl ganhou as manchetes em novembro ao relatar que foi detido por usar camiseta LGBTQIA+ -

Alguns jornalistas que estiveram próximo de Grant Wahl, de 47 anos, durante sua morte, na última sexta-feira, 9, no Catar, relataram que a equipe de primeiros-socorros não utilizou desfibrilador para reanimá-lo.

O argentino Lucas Bertellotti, do site “Goal”, e o britânico Josh Glancy, do jornal “The Times”, disseram em entrevista ao portal Uol que testemunharam um colega jornalista realizar massagem cardíaca em Wahl antes da chegada dos paramédicos e que os profissionais de saúde seguiram com os procedimentos para reanimar o americano, que ficou por 30 minutos no estádio após passar mal, até que fosse removido para um hospital.

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"Por que não havia um desfibrilador? Essa é a pergunta que nos fazíamos enquanto os médicos pressionavam e pressionavam [o peito de Wahl], sem sucesso. Nesse estádio ultramoderno de um bilhão de dólares, por que não tinha um desfibrilador?", disse o britânico Josh Glancy.

Sobre a morte

Em entrevista ao "The New York Times", o agente de Wahl, Tim Scanlan, disse que o jornalista estava na tribuna da imprensa nos minutos finais do jogo quando passou mal. Ele informou ainda, que Wahl também passou mal nos últimos dias e havia feito teste para Covid-19, mas o resultado deu negativo.

"Ele não estava dormindo bem. Ele disse: Só preciso relaxar um pouco", disse o agente ao jornal.

Nas redes sociais, o jornalista brasileiro Francisco De Laurentiis revelou que viu "a cena acontecer" ao seu lado. Grant passou mal já na prorrogação do duelo em questão, que terminou nos pênaltis.

Leia mais: Mais um jornalista morre durante cobertura da Copa no Catar

Camiseta de arco-íris

Wahl ganhou as manchetes em novembro ao relatar que foi detido e brevemente recusou a entrada em uma partida da Copa do Mundo porque estava vestindo uma camiseta de arco-íris em apoio aos direitos LGBTQIA+.

Ele disse que a equipe de segurança disse a ele para trocar de camisa porque “não era permitido” e pegou seu telefone. Wahl disse que foi liberado 25 minutos depois de ser detido e recebeu desculpas de um representante da Fifa e de um membro sênior da equipe de segurança do estádio.

Posteriormente, Wahl disse à CNN que vestiria a camisa novamente.

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