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Cresce a tensão no Bahia antes da estréia na Série B

Não era este time que o técnico Paulo Comelli pretendia escalar para a estréia tricolor na Série B de 2008. O time que encara o Fortaleza neste sábado, em Feira de Santana, às 16 horas, com os portões fechados, será praticamente o mesmo que goleou o Vitória da Conquista na última rodada do Baianão. A única mudança é a entrada de Juca no lugar de Cristiano, que foi para a Ponte Preta.
Comelli estreou na Série B em 97, pela Tuna Luso, e tem como melhor resultado um quarto lugar com o Marília, em 2003, quando, segundo ele, a competição estava tão forte quanto a deste ano. Naquele ano, Botafogo e Palmeiras conquistaram o acesso à Primeira Divisão.
O treinador é experiente o bastante para saber que o Baiano não é Brasileiro e ainda avisa aos mais empolgados com o triunfo recente sobre o Bode: “O Fortaleza não é o Conquista”.
Um dos maiores motivos para a grande preocupação de Comelli é a falta de rodagem do grupo. Na equipe titular, apenas Elias e Luciano Baiano já jogaram a Série B. O reserva Reinaldo Aleluia é quem tem mais conhecimento sobre a competição. Disputou três pelo Ceará e uma pelo América de Natal, mas nunca conseguiu o acesso.
“Para ir bem nesta competição são necessários três ingredientes: determinação, raça e união”, sugeriu o atacante de 35 anos, que, assim como o comandante, acredita que esta Série B vai ser a mais complicada dos últimos tempos.
Em uma competição como esta, não importa só a qualidade dentro do campo, e o torcedor poderia ser um diferencial, mas, por enquanto, não pode ir ao estádio por causa dos incidentes da tragédia da Fonte Nova.
“Sabemos da força da nossa torcida. Vai ser difícil jogar sem ela. Espero que o governo apronte logo Pituaçu para a gente voltar pra nossa casa”, desejou.
Comelli completa a fala de Aleluia: “Este ano foi muito triste para o torcedor. Jogamos sempre longe de Salvador e, agora, ele é punido de novo sem ter culpa”.
Com todos estes problemas, o técnico tricolor espera surpreender o adversário armando um time veloz e técnico, mas teme que a estratégia não dê certo por causa do gramado ruim do Jóia.
No ataque, ele tinha as opções de Reinaldo Aleluia, Charles e Juca, mas escolheu o último porque Neinha está voltando de contusão e o ‘Anjo 50’ não tem a força física ideal.
Para não passar a ter tantas preocupações nos próximos jogos, Comelli espera ainda contar com seis reforços de verdade: um zagueiro, um volante, dois meias e dois atacantes. “Nosso time é muito simples. Temos que ter reposição em todos os setores”.
Enquanto isso, vai o que a diretoria pôde trazer. Juca espera dar certo no Fazendão. “Vou procurar fazer por onde. Estou pronto para as cobranças”, concluiu.
Papai – Enquanto o zagueiro Alison ganhou a bênção de ser pai, o técnico Paulo Comelli recebeu de presente mais um problemão. Sem um dos melhores zagueiros do Campeonato Baiano, que foi liberado pela diretoria para ficar com a esposa um dia após o parto, o treinador terá que escalar o pesado Cléber Carioca em seu lugar. Assim, Santiago entrou na lista dos concentrados.