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Cria da base do Bahia, Maranhão pode ser titular

Ricardo Palmeira
Por Ricardo Palmeira

Em uma análise séria, ele seria considerado o 12º titular do Bahia. Já em um elogio mais escrachado, o “Severino Quebra-Galho” tricolor. O fato é que, a todo momento, é o time precisando e Maranhão entrando em campo. Seja na lateral, seja na meia, sua posição de origem. Assim, o garoto, de 21 anos, vai ganhando moral e prestígio dentro do clube.

Agora, ele está prestes a ter seu valor ainda mais reconhecido. Como Carlos Alberto dificilmente atua no sábado, 8, Maranhão tem grandes chances de começar jogando. Seria sua segunda vez como titular neste Brasileirão. A primeira na sua real posição. Contra o América-MG, ele jogou na lateral.

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Com uma segurança em seu futebol, que contrasta com a pouca experiência e, principalmente, com a timidez habitual nas entrevistas, o jovem garante: “Estou preparado para fazer uma grande partida não só agora, mas desde o começo do ano. Joguei o último Ba-Vi como titular e fui bem”. A referência era ao jogo do dia 1º de maio, no Barradão, sua primeira vez como titular do Esquadrão.

Mesmo tendo começado jogando apenas em duas oportunidades na carreira, a importância de Maranhão é comprovada nos números. Nesta Série A, ele é o atleta do Bahia que mais entra no decorrer das partidas. Onze vezes ao todo.

Quantidade que só não é maior devido à luxação que sofreu no cotovelo na partida de ida contra o Botafogo, dia 10 de julho, quando tentou dar o famoso chute no vácuo, errou e caiu no chão. A lesão o deixou mais de um mês fora dos campos.

Agora, recuperado e cheio de moral, Maranhão celebra a nova fase. Afinal, no fim do ano passado, ele era só um desconhecido garoto da base tricolor. “Minha vida mudou muito em 2011. Nunca imaginei que estaria hoje, aqui, jogando a Série A. Graças a Deus, as coisas estão dando certo para mim”, disse.

Nova vida - As mudanças vão além da vida profissional. Na pessoal, o salário que recebe ajuda a família, que migrou para o Rio de Janeiro. Na residência que Maranhão divide com o companheiro de equipe Gabriel, no bairro de São Cristovão, mais sinais de evolução.

Alguns podem ser notados na geladeira, que, no inicio do ano, era abastecida apenas com leite e danoninho. “Agora está diferente. Contratamos até uma cozinheira”, celebrou, aos risos.

No sábado, é a chance do tão especial momento de Maranhão ser coroado. Até porque, além da provável titularidade, ele atuará diante de parentes e amigos. “Contra o Flamengo, alguns deles foram para o jogo. Agora, contra o Botafogo, o pessoal do morro todo vai descer. Serão uns 20 torcendo por mim lá no estádio”, declarou o garoto, referindo-se ao Morro do Chacrinha, zona norte do Rio, onde seus familiares e amigos migrantes residem.

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