Busca interna do iBahia
HOME > ESPORTES

ESPORTES

Criada secretaria para planejamento da Copa de 2014

Nelson Barros Neto, do A TARDE
Por Nelson Barros Neto, do A TARDE

Conselheiro do Vitória, o educador Ney Jorge Campello foi empossado pelo governador Jaques Wagner na manhã desta quinta – e passou o resto do dia incomunicável, “tomando pé da situação”, conforme declarou já no final da tarde, por telefone. A cerimônia contou com as presenças do ministro do Esporte, Orlando Silva, e do secretário estadual da mesma pasta, Nilton Vasconcelos, com quem se reuniu depois (ambos baianos e do PC do B). Foi o primeiro dia após a consulta pública para a licitação da nova Fonte Nova. Saiba o que pensa o novo secretário extraordinário para Assuntos da Copa do Mundo de 2014.

A TARDE - O que justifica essa secretaria, em um momento de confessada crise orçamentária do governo?

Tudo sobre Esportes em primeira mão! Compartilhar no Whatsapp Entre no canal do WhatsApp.

Ney Campello - Ela tem a importância de preparar a Bahia para o maior evento midiático do planeta. E aí, são duas questões fundamentais. Uma diz respeito à complexidade do próprio evento, que requer um rigor muito grande no cumprimento dos prazos – um tema de caráter multidisciplinar –, então havia a necessidade de um ente governamental capaz de fazer essa articulação, para ser feita de par para par. Seria estranho haver uma outra pessoa, com subordinação, no trato com outros secretários. A outra é o que a gente chama de legado da Copa. O que ficará a partir de 2015 em termos de turismo, requalificação urbana, ambiente de negócios, qualificação dos serviços, enfim, um conjunto de propósitos que requerem um organismo de integração entre os setores público e privado, caso da Fifa. A iniciativa precisa ser vista como um investimento, não despesa.

AT - O senhor vai despachar na própria Setre, mesmo?

NC - Como o governador optou pela nomeação através de decreto, ela vai se articular dentro de uma outra secretaria, que é a do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) neste primeiro momento. Mas já existe o entendimento de que, para conseguir cumprir os objetivos, ela precisará se tornar numa anônima, então o governador estará encaminhando nos próximos dias projeto de lei para criação da secretaria, com estruturação mais consistente.

AT - Daí as críticas da oposição...

NC - Mas o governador teve cuidado de fazê-la com estrutura absolutamente enxuta, para que seja ágil e operativa, não cheia de cargos e burocracia. Precisa apenas de profissionais com perfil de interlocução, como de relações internacionais, engenharia e arquitetura, enfim, para ajudar a construir essa interação entre os próprios pares e também a esfera privada. A ideia não é gerar custo, mas trazer resultado, captar investimentos e se tornar um veículo de alavancagem de desenvolvimento da capital baiana.

AT - Serão quantos funcionários, por exemplo? Já se sabe isso?

NC - Baseado na legislação, ela se compõe objetivamente de seis cargos, além do secretário. Teria o chefe de gabinete e cinco assessorias, vamos chamar assim. Três técnicas, uma assistente e um secretário de gabinete. Então, imagine, inicialmente, seis funcionários apenas. Inicialmente porque entendo que, para o cumprimento de suas finalidades, ela deverá ser ampliada. Mas ainda não está definido em quanto e, portanto, não é bom especular. Mas será um aumento irrisório do ponto de vista do custo estimado, porque volto a dizer: sendo um ente de articulação, ela não requer nada muito além disso e a minha experiência no setor privado sempre foi assim, com iniciativas ágeis, enxutas e de resultado.

AT - Outros questionamentos vêm de se trabalhar como se não fosse ter eleição em 2010 e o seu caráter de prazo determinado...

NC - Claro, e não poderia ser diferente. Ela se encerra com a Copa. Quanto ao primeiro aspecto, acho que eventualmente fazem isso porque não entendem que existem tarefas de governo e tarefas de Estado. Preparar Salvador como sede envolve a compreensão de que o Brasil inteiro vai se ocupar do Mundial nos próximos anos, de modo que independe do resultado eleitoral e que ela precisará ser tocado pelo próximo governador. É como eu digo como educador, que a educação precisa ser vista como política de Estado, não com um limite de quatro anos. Uma estratégia que perpassa o governo atual.

AT - De onde virão os recursos? Já existe essa estipulação?

NC - Não, porque como o decreto veiculou ela a uma outra secretaria, ainda vamos fazer uma estimativa. Mas devem se constituir de verba suplementar da própria Setre. Não tem ninguém ainda nomeado, estamos vendo a partir dos perfis, quais são os melhores profissionais... Posso dizer que estamos avaliando do próprio quadro, o que tornaria menos oneroso ainda.

AT - Seu partido, o PC do B, parece estar se tornando expert em pastas do ramo. Está no Ministério e na Secretaria Estadual. Quais os prós e contras?

NC - Vejo como um fator positivo. Esse alinhamento político com o Ministério do Esporte, por exemplo, vai facilitar muito essa interlocução. Durante a posse, já foi oficializado como o Ministério poderá nos auxiliar. Lá eles provaram que, mesmo com um pequeno orçamento, os resultados podem vir associando-se bons projetos e boa gestão. Essa ligação só vem a fortalecer. Não vejo problema.

AT - O edital de licitação da Fonte Nova sai mesmo dia 21, conforme prometido anteriormente?

NC - A data pode sofrer alguma flexibilização, mas não deve passar do fim do mês.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Google Noticias Siga o A TARDE no Google Noticias

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no Email

Relacionadas

Mais lidas