ESPORTES
Criança vê pela primeira vez o Bahia na Série A

A reestreia do Bahia na elite nacional não veio com um triunfo. Empate por 3 a 3 com o Flamengo. Mas, e daí? Sem problemas. Pelo menos este é o pensamento do pequenino João Victor, de apenas 7 anos. Para ele, o resultado pouco importou. O que valeu mesmo foi a experiência que pôde curtir pela primeira vez.
Nascido no dia 24 de agosto de 2003, ele jamais tinha visto o time do coração jogando pela Série A. A primeira vez ocorreu no domingo, 29, e ele teve como companhia o pai Ricardo Barreto e o irmão, Ricardo Barreto Junior (12 anos). Antes de a bola rolar, o tricolorzinho fez a ‘mandinga da sorte’. Primeiro, o sinal da cruz. Depois, beijou o escudo do time e se agarrou à bandeira azul, vermelha e branca. A partir daí, haja emoção e fôlego.
Principalmente para cantar o hino tricolor. Pausa apenas para admirar o bandeirão da torcida organizada Bamor nas arquibancadas. “Pô, que massa!”, encantado, dizia. Nos braços do pai, ouvia pacientemente nome por nome de cada jogador.
“É o Lulinha, né? ”, indagava. Foi o camisa 77 que fez o pequenino vibrar de emoção ao marcar o primeiro gol tricolor aos 16 minutos. O empate do Fla veio recheado de broncas e cara feia. “Poxa, que droga”, bradava. O semblante mudou com o gol de Jobson e, como prêmios, sorvete e pipoca no intervalo da partida. Na ocasião, rolou até provocação ao coleguinha Guilherme, torcedor do Vitória. “Liguei para zoar”, divertia-se.
Na etapa final, os olhos marejados não escondiam tristeza com o resultado: 3 a 2. Mas Jobson tratou de mudar: 3 a 3. “Agora estou feliz.”