Desfalcado, Brasil encara o Chile pelas Eliminatórias

Publicado quinta-feira, 02 de setembro de 2021 às 06:06 h | Atualizado em 01/09/2021, 23:34 | Autor: Eduardo Cohim

A Eliminatória para a Copa do Mundo do Qatar 2022 está de volta. Nesta quinta-feira, 2, tem a rodada de número 9 – embora seja o sétimo jogo da competição, de calendário embaralhado devido aos adiamentos pela Covid-19 (no domingo, por exemplo, tem Brasil e Argentina pela sexta rodada). O Brasil fecha a noite de partidas, às 22h, visitando o Chile no estádio Monumental de Santiago.

A Seleção Brasileira não tomou conhecimento de seus adversários até agora. Venceu todos e, se passar também pelos chilenos, será o melhor início da Canarinho em Eliminatórias – mesmo com toda a desconfiança acerca de seu desempenho. Em toda a história, o melhor ‘começo’ da Seleção foi para a Copa de 1970, quando as ‘Feras de Saldanha’ ganharam todos os seis duelos disputados, com 23 gols marcados e apenas dois sofridos – a de Tite sofreu o mesmo número, mas anotou sete a menos.

O foco do treinador atual certamente não está no recorde. Tite tem problemas maiores a resolver. Por conta de uma decisão do governo britânico e da Liga Inglesa (Premier League), clubes da Inglaterra não poderão ceder jogadores para os países da ‘lista vermelha’, considerados como de alto risco de contaminação pelo coronavírus – entre eles o Brasil. Por conta disso, nove dos 25 convocados originais divulgados pela CBF não estarão presentes.

Ainda na quarta-feira, mais duas baixas. O Zenit solicitou o retorno de Claudinho e Malcom (suplente da lista original). O pedido do time russo tem relação com a disputa da Liga dos Campeões. A equipe tem compromisso no próximo dia 14, contra o Chelsea, e retornando agora, os atletas estariam à disposição após cumprirem uma quarentena de 10 dias.

Escalação misteriosa

É inevitável, portanto, que a Seleção conte com alterações significativas na escalação, especialmente no ataque, que entre os frequentadores comuns terá apenas Neymar à disposição – Gabriel Jesus, Richarlison e Firmino, todos jogam no Campeonato Inglês. Do meio para trás há menos baixas e os nomes que herdam as posições são mais claros. Eder Militão e Weverton devem ser os titulares, já que Thiago Silva e os dois goleiros principais – Alisson e Ederson – não estão presentes.

Isso tudo é especulação, já que Tite decidiu não revelar a escalação – nem em treinos, nem na coletiva. “Eu não quero desconversar com vocês. Quero ser sincero, como sempre tem sido com vocês. Não vou dar a equipe que vai iniciar. Vou segurar escalação, estabelecer a estratégia para fazermos um grande jogo amanhã”, explicou o treinador.

Essa não é uma postura tradicional de Tite. Na sua estreia pela Amarelinha, em 2016, na altitude de Quito contra o Equador – jogo considerado bastante difícil à época – o treinador escancarou logo o time que iria a campo. Resultado: 3 a 0 para o Brasil e uma quebra de um tabu de 33 anos sem vencer em solo rival.

Chile mais ‘inteiro’

Atualmente não tem tabu. Nos últimos cinco confrontos entre Brasil e Chile, foram 3 vitórias para o primeiro, um empate e uma vitória para o segundo – 2 a 0 no mesmo estádio desta quarta, em 2015, quando Dunga ainda comandava a Seleção. ‘La Roja’ tem péssimo retrospecto contra a Canarinho. Mesmo com a sua considerada ‘geração de ouro’, esse foi seu único triunfo nos últimos 20 anos.

O que pode contar a favor do treinador Martin Lasarte é uma quantidade maior de atletas à disposição. Apenas o zagueiro Francisco Sierralta, do Watford, e o atacante Ben Brereton, do Blackburn, foram vetados.

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