ESPORTES
Dirigentes do Botafogo são punidos por ofensas a árbitro
A confusão no final da derrota do Botafogo para o Internacional por 1 a 0, no Maracanã, no último dia 2, rendeu ao vice-presidente de futebol do clube carioca Carlos Augusto Montenegro e ao diretor Manoel Renha suspensões de 30 e 60 dias, respectivamente, aplicadas nesta terça-feira à noite pela 2ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Insatisfeitos com o relatório da súmula, os auditores também decidiram abrir um inquérito contra o árbitro Wilson Souza de Mendonça.
"O Montenegro, em seu depoimento, alegou que invadiu o campo para xingar o árbitro porque viu duas criancinhas chorando na saída do estádio. E, até para dar exemplo para elas, não deveria ter feito isso, disse o relator do processo, Wladimir Cassani, ao proferir seu voto condenatório, que foi acompanhado por todos os três auditores da sessão. Esse tribunal tem que cumprir a lei. Não importa os motivos de ele ter invadido. Vou punir com o intuito pedagógico e educacional.
Já a suspensão de Renha foi maior, porque terminou punido em dois artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD): um por ameaçar e outro por desrespeitar o árbitro, o que lhe acarretou 30 dias de suspensão para cada infração. O próprio dirigente admitiu a culpa. Xinguei realmente o árbitro. Mas, por mais revoltado que estivesse, não sou maluco de tentar agredi-lo, destacou Renha, que poderia ter sido suspenso por até um ano.
O revés para o Botafogo só não foi maior porque o clube foi absolvido da denúncia de que seus torcedores arremessaram copos plásticos, garrafas e latas no gramado. A defesa alvinegra conseguiu provar que os fatos não ocorreram e impediram o clube de ser punido com a perda de mandos de campo. Apresentaram como testemunha o comandante do Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (Gepe), major Marcelo Pessoa, para ratificar que nada foi jogado.
A falta de arremesso de objetos em campo, inclusive, foi o principal motivo para o presidente da 2ª Comissão Disciplinar, Aloisio Costa, propor que Wilson Souza de Mendonça fosse indiciado. A acusação é a de que o árbitro teria mentido na súmula, sob a intenção de querer prejudicar o Botafogo. O relator do processo alvinegro, Cassani, não escondeu a revolta: Eu puniria o Wilson hoje (ontem). Mas temos que dar o direito a ele de se defender. Além das penas de suspensão de seus dirigentes, o Botafogo ainda foi condenado a pagar uma multa de R$ 3 mil, por ter atrasado o início do confronto em três minutos. O Internacional foi multado em R$ 1 mil, também por atraso, de um minuto.
Outros julgamentos
O zagueiro Luiz Alberto, do Santos, e Luciano, do São Caetano foram julgados nesta terça-feira e apenados com uma e duas partidas de suspensão, respectivamente.