Bahia encara o Internacional, rival no título de 1988, na estreia de Dado Cavalcanti

Publicado domingo, 27 de dezembro de 2020 às 06:07 h | Atualizado em 21/01/2021, 00:00 | Autor: Nuno Krause*

Ter no que se apegar atualmente é algo muito difícil para o Bahia. O clube está na cola do rebaixamento, com os mesmos 28 pontos do 17º colocado, Vasco, não vence uma partida há mais de um mês - foram seis derrotas e um empate no período -, e, para completar, o adversário deste domingo, 27, é o maior carrasco do Esquadrão, o Internacional. A partida começa às 16h, na Arena Fonte Nova.

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Entretanto, se no campo da lógica e do ceticismo está difícil para o Tricolor, sobram a mística e a esperança. Afinal, foi contra o Inter que o Bahia conquistou seu segundo título brasileiro, em 1988. No jogo de ida, na Fonte, o Esquadrão saiu atrás no placar, após gol de Leomir, mas foi valente para buscar a virada, com Bobô marcando os dois tentos. No Beira-Rio, um 0 a 0 garantiu a taça para o clube baiano.

O outro aspecto no qual o Bahia pode se apegar - esse mais palpável - é o da efetivação de Dado Cavalcanti como técnico do elenco profissional. Após bom trabalho na equipe de transição no início de 2021, Dado chega para assumir a vaga deixada por Mano Menezes com a promessa de trazer um fato novo.

“Eu tenho a responsabilidade de tentar algo novo. Os atletas têm o comprometimento deles de fazer melhor, de fazer mais, porque tudo o que foi feito até agora não foi o suficiente para trazer as respostas”, afirmou, durante sua apresentação.

Esse algo novo, na visão dele, seria uma “linha média” entre o sua concepção sobre o futebol de ter a bola o maior tempo possível - e entre o que ele pode extrair desse elenco atual.

“Sei também que existe uma distância muito grande do que o Bahia é hoje e o que eu imagino como jogo ideal na minha cabeça. Preciso encontrar a linha média, as alternativas. Vender essas convicções aos atletas para que eles comprem e executem essas ideias da melhor forma possível”, destacou.

A maior freguesia

Como já citado anteriormente, o Internacional é o maior carrasco do Bahia. Nenhum outro time tem um retrospecto tão favorável contra o Tricolor quando o Colorado. Em 53 partidas entre as duas equipes na história, são 27 vitórias gaúchas, 15 empates e apenas 11 vitórias baianas.

No Brasileirão, a freguesia se intensifica. O Inter venceu 23 vezes e o Bahia quatro. Isso mesmo, só quatro vezes, sendo três delas em casa. Além disso, os dois empataram em 11 oportunidades. A última vez que o Esquadrão venceu seu carrasco foi em 27 de agosto de 2014, por 2 a 0, no Beira-Rio. Ou seja, há mais de seis anos.

Fonte Nova, o último triunfo veio em 19 de setembro de 2013, também por 2 a 0.

Possibilidade

Reintegrado ao elenco após ser investigado por injúria racial contra o meia Gerson, do Flamengo, o colombiano Índio Ramírez pode estar em campo na tarde deste domingo. O jogador já treina normalmente desde quinta-feira, e estará à disposição de Dado Cavalcanti.

Até o momento, não apareceu nenhuma prova de que o jogador tenha sido racista com Gerson ou com Bruno Henrique - como tinha acusado o diretor jurídico do Flamengo, Rodrigo Dunshee.

Por outro lado, Dado não vai contar com Élber, que segue no departamento médico. Rodriguinho e Daniel, suspensos, também não jogam. A lista de desfalques segue com Zeca e Ramon, que pertencem ao Internacional.

*Sob supervisão do editor Daniel Dórea

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