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Bahia fica no limbo entre ataque potente e defesa fraca

Publicado sexta-feira, 02 de julho de 2021 às 11:45 h | Atualizado em 02/07/2021, 11:49 | Autor: Rafael Teles
Gilberto (C) é artilheiro do Brasileirão com seis gols; Lucas não era titular desde abril | Foto: Felipe Oliveira | EC Bahia
Gilberto (C) é artilheiro do Brasileirão com seis gols; Lucas não era titular desde abril | Foto: Felipe Oliveira | EC Bahia -
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As recentes derrotas por 3 a 2, para o Palmeiras, e 4 a 3, para o América-MG, escancararam o desequilíbrio do Bahia no Campeonato Brasileiro. Nas oito primeiras rodadas, o Tricolor marcou 15 gols e sofreu 13. Números que o colocam com o segundo melhor ataque, mas também com a segunda pior defesa da competição nacional.

O ‘cobertor curto’, que não cumpre o objetivo nas duas extremidades ao mesmo tempo, fez o time perder posições na tabela de classificação. E agora a equipe, que já esteve entre os quatro primeiros colocados, já vê o G-4 se distanciar.

Para falar dos problemas defensivos do Esquadrão, é preciso primeiro destacar a ausência de Germán Conti. Lesionado, o zagueiro não esteve em campo nas duas derrotas supracitadas. A importância do argentino é confirmada pelos números do time com e sem ele jogando.

Conti esteve em campo por 90 minutos em quatro dos oito jogos do Bahia na Série A. Nessas partidas o Tricolor sofreu quatro gols, sendo três deles contra o Bragantino. Nas outras quatro partidas, o time foi vazado nove vezes. A conta inclui o encontro com o Athletico, em que o argentino saiu lesionado aos 20 do primeiro tempo, e o Furacão só marcou após a substituição.

Ou seja, sem Conti o Esquadrão sofre mais que o dobro de gols no Brasileiro. A discrepância tem relação também com quem entra no lugar do argentino. Ficou claro que Lucas Fonseca e Luiz Otávio não estão à altura do defensor titular.

Os reservas foram protagonistas de falhas nas duas últimas derrotas. Luiz Otávio, apesar de marcar um gol, errou um bote e permitiu que Breno Lopes fizesse o gol da vitória do Palmeiras aos 46 do segundo tempo. Na outra partida, é Lucas Fonseca quem comete erros grotescos ao tentar impedir o avanço dos atacantes do América-MG.

Ao ser questionado sobre os assuntos, Dado Cavalcanti reconheceu que o número de gols sofridos assusta, mas também saiu em defesa dos zagueiros.

“Número expressivo. Nos preocupa. É importante entender como os gols aconteceram. (...) O time inteiro toma gols, não a zaga”, disse o treinador, após a derrota para o Coelho.

Para a próxima partida, contra a Chapecoense, Dado ainda não deve contar com o retorno de Conti e vai precisar mais uma vez escolher entre Luiz Otávio e Lucas Fonseca para fazer dupla com Juninho. Ou até o recém-chegado Ligger.

A boa notícia é que, no ataque, o treinador segue com Gilberto à disposição. A seis meses do fim do contrato, o jogador já pode assinar de graça com qualquer outro clube, e nos últimos dias viu o nome ser especulado em uma negociação imediata para fora do país. Ao fim do jogo contra o América-MG, ele negou a saída e se declarou ao Esquadrão.

“O Bahia é o time que mais joguei, mais fiz gol. Tenho enorme amor por essa camisa. Muita gente fala besteira, diz que vou sair. Não acreditem”, afirmou o camisa 9.

O faro de gol de Gilberto tem sido determinante para que o ataque tricolor apareça como um dos melhores neste início de Brasileirão. Ele já colocou seis bolas na rede nesses primeiros oito jogos, o que o deixa isolado na artilharia da competição.

Gilberto também é o artilheiro do Bahia na história da Série A. Ele assumiu o posto ao marcar duas vezes contra o Coelho, chegar à conta de 37 gols e ultrapassar Douglas (36).

De saída

Na quinta-feira, 1º, o Bahia confirmou o empréstimo de Douglas ao Juventude. O contrato do goleiro com o Tricolor vai até 2022. O clube também anunciou a renovação com outro arqueiro, Matheus Teixeira, agora com vínculo até 2024.

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