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Bahia pega Paraná para melhorar campanha em casa

Publicado sexta-feira, 26 de agosto de 2016 às 21:45 h | Atualizado em 26/08/2016, 19:49 | Autor: Vitor Villar
Guto Ferreira
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A informação a seguir tem potencial para incomodar os torcedores mais saudosos do Esquadrão: a média de público do Bahia nesta Série B é de apenas 9 mil pessoas por jogo. Mesmo com um número aquém da sua tradição, o Tricolor tem a segunda melhor média do campeonato, atrás do Ceará, com 14 mil.

Impulsionado por uma promoção de ingressos - que custarão R$ 20 a inteira para três setores da Fonte Nova -, o Bahia entra em campo neste sábado, 27, contra o Paraná, às 18h30, para melhorar esta e outras 'médias'. O time precisa do triunfo para elevar a sua medíocre campanha como mandante e subir na classificação, estacionada há algumas rodadas no meio da tabela.

Difícil dizer neste caso quem veio primeiro: se o público baixo é resultado da campanha ruim ou se o time está sendo influenciado pelo apoio fraco das arquibancadas.

Nem mesmo quando o time vinha bem o público vingou: contra o CRB, em Pituaçu, o Bahia vinha de dois triunfos seguidos - 3 a 0 sobre o Paysandu e 2 a 0 sobre o Goiás -, mas teve apenas 11.913 pessoas no estádio. Aquele, por sinal, segue como melhor público tricolor na Série B.

"Acho que não tenho o direito de pedir nada ao torcedor. Creio que ele é extremamente inteligente, sabe quando vale a pena e quando não vale apoiar a equipe", disse o técnico tricolor, Guto Ferreira, mudando o discurso. Na semana passada, após o empate em 1 a 1 com o Atlético-GO na Fonte Nova, ele reclamou da torcida ter vaiado o time na saída de campo.

"Entendo que, neste momento, estamos em dívida com o torcedor. Agora, falo que a parceria é muito importante. Ter o torcedor nos apoiando nos 90 minutos será muito importante", discursou Guto.

Na campanha do ano passado, o Tricolor teve a maior média de público do campeonato, levando mais de 16 mil pessoas por partida em casa. Dos 18 jogos com torcida em Salvador - um foi com os portões fechados -, em 12 o Bahia levou mais torcida ao estádio do que o maior público da campanha deste ano.

Pressão contra

No caso do ano passado, a assistência em peso contou mais contra o Bahia do que a favor. Nos cinco melhores públicos da Série B, o Tricolor acumulou quatro tropeços, sendo duas derrotas e dois empates.

Neste sábado, a campanha em casa não é tão diferente. Em dez jogos no primeiro turno, o Bahia acumulou duas derrotas e dois empates. O rendimento fraco como mandante se reflete na tabela geral, onde o Bahia, com 28 pontos, aparece no meio da tabela.

"Essa partida (contra o Paraná) não é a única decisiva que vamos encarar. É essa e as próximas. Teremos que jogar cada jogo como uma final", pediu Guto Ferreira.

"Temos uma corrida de recuperação a fazer. Conseguimos um bom resultado em Florianópolis (3 a 0 sobre o Avaí há uma semana), mas já passou. A 21ª rodada já começou, a classificação andou, e nós precisamos seguir vencendo para alcançar nosso objetivos", completou o técnico.

Se vencer hoje, o time conseguirá apenas pela segunda vez na Série B dois triunfos seguidos. A única vez em que isto aconteceu no campeonato foi quando o Bahia bateu o Paysandu, em casa, por 3 a 0, e na sequência o Goiás, fora, por 2 a 0, no começo de junho.

Apesar do retorno do volante Feijão de suspensão e sem desfalques, a tendência é que Guto repita a escalação que venceu o Avaí.

Apesar da promoção de R$ 20 a inteira para os setores Norte, Leste e Sul da Fonte Nova, cerca de  4 mil bilhetes foram vendidos até esta sexta, 26, para a partida.

O clube divulgou que 10 mil ingressos tinham sido garantidos, mas destes mais de 5 mil se referem a sócios com acesso garantido - que podem levar acompanhante para o duelo. As entradas seguem à venda nas bilheterias da arena até as 18h e através do site oficial da Fonte Nova

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