Com apoio da torcida, Bahia joga por alívio e para evitar título precoce do Galo

Publicado quinta-feira, 02 de dezembro de 2021 às 06:06 h | Atualizado em 06/12/2021, 15:43 | Autor: Celso Lopez

O jogo desta quinta-feira, 2, às 18h, contra o líder, Atlético Mineiro, poderia ser mais leve para o Esquadrão. Após o triunfo contra o Grêmio em uma grande partida, uma série de resultados ruins trouxe o Bahia de volta para a zona do rebaixamento, a dois pontos de distância do Athletico-PR, primeiro fora da área da degola. Mas não há tempo para lamentar. Com apoio da torcida, o time tentará repetir 2013, quando se salvou contra outro adversário mineiro, o Cruzeiro, na penúltima rodada.

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De um lado, o Galo tem mais de 99% de chance de título; de outro, o Tricolor Baiano soma 50% de chance de rebaixamento. Uma vitória simples em Salvador, em partida atrasada da 32ª rodada, fará o Atlético ser bicampeão brasileiro e o Bahia se aproximar de sua quarta queda para a Série B. Se o time da casa pode se apegar a algo, é na campanha do Drasileiro de 2013, quando fez 2 a 1 num Cruzeiro já campeão, com gol de Anderson Talisca aos 44 da etapa final, e se garantiu matematicamente na Série A de 2014. Na época, o Esquadrão jogou fora de casa, mas, dessa vez, quem será o visitante é o Galo, que, além dos 11 em campo, terá de enfrentar mais de 20 mil torcedores na Fonte.

A diretoria do Bahia manteve a promoção de ingressos. Já se esgotaram os mil colocados a R$ 10, mas seguem à venda aDe acordo com o clube, mais de 20 mil entradas já foram asseguradas e restam menos de 2 mil bilhetes promocionais à venda.

Caso vença a partida, o Tricolor irá, provisoriamente, para a 14ª posição. Empatará em número de pontos com Juventude e Cuiabá, mas passará esses times pelo número de vitórias. Caso perca, o Esquadrão pode ver seus concorrentes se afastarem ainda mais, faltando dois jogos para o fim do campeonato. Apesar de precisar do resultado, o time de Guto Ferreira sofre com a maratona de jogos. Antes do confronto contra o líder, a equipe só teve tempo para treinar uma vez, na quarta-feira, 1º, na Arena.

Confiança na torcida

Mesmo com todas as dificuldades, o goleiro Danilo Fernandes acredita na salvação, com o apoio da torcida. Em entrevista coletiva concedida na quarta, o atleta foi perguntado sobre torcedores que perderam a fé, algo que ele rechaçou. E disse confiar que a Arena estará lotada.

“Eu não vi torcedor jogando a toalha. Conhecendo a torcida que temos, eles provaram isso no último jogo, onde disseram que, com 20 minutos, estariam vaiando nosso time. Isso foi uma prova muito grande, até para calar a boca de muitos que duvidam do nosso time e da nossa torcida. A gente mostra o tamanho que a gente tem e o tanto que eles nos apoiam. Tenho certeza de que o estádio amanhã vai estar na capacidade máxima permitida. E eles vão nos apoiar os 90, 100 minutos, fazendo a parte deles, que foi fundamental, principalmente no último jogo”, afirmou.

Para esse duelo, mais uma vez o Tricolor Baiano não terá Juninho Capixaba, suspenso pelo cartão vermelho levado na partida contra o Atlético Goianiense. Quem deverá substituí-lo é Rossi. Além de Capixaba, o zagueiro Luiz Otávio, que ficou de fora dos últimos dois jogos por causa de dores no joelho, não é certeza.

Se Guto Ferreira sofre com os desfalques, Cuca também não está livre de problemas semelhantes. O técnico do Galo não terá os volantes titulares Allan e Jair, e o atacante Diego Costa. Os três tomaram o terceiro cartão amarelo contra o Fluminense e terão que cumprir suspensão automática.

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