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Guto comenta permanência no Bahia: "Fiquei pelo desafio"

Treinador ainda afirmou que o Tricolor não busca um centroavante para a vaga de Gilberto

Publicado terça-feira, 11 de janeiro de 2022 às 19:47 h | Atualizado em 11/01/2022, 19:55 | Autor: Alex Torres
Guto foi um dos menos 'culpados' pelo torcedor no rebaixamento do Bahia
Guto foi um dos menos 'culpados' pelo torcedor no rebaixamento do Bahia -
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Comandante no rebaixamento do Bahia para a Série B, o treinador Guto Ferreira permaneceu no clube para tentar buscar o retorno do Tricolor de Aço para a elite do futebol nacional. Terceiro e último técnico do tima ao longo da Série A, ele foi um dos mais "isentos" da culpa pela queda do Esquadrão. 

Em entrevista coletiva, realizada na tarde desta terça-feira, 11, na sala de imprensa do CT Evaristo de Macedo, Guto Ferreira falou sobre os motivos que o fizeram continuar o trabalho no Bahia. Bastante querido pela torcida, ele falou sobre o objetivo de conseguir subir na primeira tentativa pelo clube. 

"Fiquei pelo desafio, pelo respeito que tenho pelo Bahia. A gente até comentava há pouco dos quatro acessos da Série B para a Série A, o único que não foi bate e volta, foi o Bahia. O Inter, Ponte e Sport consegui um bate e volta", afirmou o treinador. 

Para conseguir alcançar a meta, o Bahia já sabe que não contará com o ídolo Gilberto, que se despediu do clube na semana passada e já assinou com o Al Wasl, do Emirados Árabes, no último fim de semana. Apesar do duro golpe, Guto afirmou que a busca agora não é por um centroavante. 

"Temos um grande centroavante com contrato, que é o Rodallega. Depois, temos, talvez, um dos destaques e mais promissores do clube no trabalho da base, que é Marcelo Ryan. Emergencial nesse momento não é 9. São outras funções que estamos atrás", explicou. 

Problemas no elenco de 2021

Guto Ferreira assumiu o Bahia em outubro de 2021. Assim, quando o treinador chegou à Cidade Tricolor, o elenco já encontrava-se montado e consolidado para lutar contra as quatro últimas posições na tabela de classificação, objetivo não alcançado ao fim da competição. 

Questionado sobre o principal problema que ele pode observar na montagem do grupo que disputou a Serie A na temporada passada, Guto diagnosticou o meio-campo. Nas palavras do comandante, o setor era "muito leve e não tinha força". 

"O principal problema do Bahia, na minha concepção, na montagem do plantel do ano passado, foi o meio-campo. Não era um meio-campo de força. Aliás, tinha um meio-campo de equilíbrio com Thaciano. A partir da hora que ele saiu, não se encontrou mais a peça que solucionasse esse problema. Meio-campo muito leve, que não tinha força [...] Os jogadores que estão vindo, estão vindo com características que precisamos. Independente da posição, o meio-campo é o coração da equipe", analisou Guto. 

Saída de jogadores

Por fim, o treinador comentou sobre as saídas ocorridas no elenco, visando a montagem do grupo que irá disputar a Série B em 2022. Além do centroavante Gilberto, já mencionado, o Bahia ainda perdeu o atacante Rossi, o lateral Nino Paraíba, o zagueiro Conti, o meia Índio Ramirez, entre outros.  

"Serie A é uma competição num nível um pouco mais alto, mas infelizmente não tinha como segurar jogadores do quilate de Gilberto e outros pelo valor salarial. Mas eu acho que a gente está formando um grupo forte pra Série B, que pode estar até em um nível, de repente, de jogar a Série A. Faltam peças ainda, a gente não vai deixar de buscar soluções. Enquanto tiverem dentro de casa, com os de casa, mas buscando no mercado alguém que possa acrescer, trazer mais valia pro plantel. A gente espera achar para que possa fazer um grupo o mais forte possível e que esse grupo possa ser vencedor", concluiu o treinador. 

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