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Jogo adiado faz Bahia ganhar tempo para respirar

Publicado às | Atualizado em 29/09/2021, 23:35 | Autor: Eduardo Cohim
Triste ou alegre? Pressão pode crescer, mas Dabove terá tempo para treinar | Foto: Felipe Oliveira | EC Bahia
Triste ou alegre? Pressão pode crescer, mas Dabove terá tempo para treinar | Foto: Felipe Oliveira | EC Bahia -
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O torcedor pode ficar tranquilo… não irá sofrer com o Bahia pelos próximos seis dias. Certo que a razão disso é que o Tricolor não vai entrar em campo neste final de semana, já que teve seu jogo contra o Ceará adiado – uma forma de a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e os clubes da Série A retomarem a presença de torcedores nos estádios, mas aliviando a situação do Bahia, que ainda não tem a liberação do Governo do Estado (a posição deve ser revista na segunda-feira, dia 11). No entanto, do dia 5 em diante, quando enfrenta o Corinthians na Neo Química Arena, o torcedor do Esquadrão deve se preparar que o sofrimento pode ser grande.

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Após visitar o Timão, tem marcado outro compromisso fora, contra o Atlhético Paranaense, e depois, teoricamente, o Palmeiras, em Salvador. Teoricamente porque a tendência é por outro adiamento, já que o goleiro Weverton e o zagueiro Gustavo Gomez estarão à serviço da Seleção Brasileira e paraguaia, respectivamente, para a Eliminatória da Copa, o que faria a CBF realocar a partida. Ou seja, o Esquadrão de Aço deve embalar uma sequência dura de três duelos fora, o último contra o América Mineiro.

O presidente do Bahia, Guilherme Bellintani, disse, em entrevista ao site GE, que a solução não é a ideal, mas é a possível para agregar os diferentes interesses dos clubes.  “O primeiro objetivo foi fazer com que a volta do público aos estádios no Brasil se desse da maneira mais cuidadosa e planejada possível. Feito isso, o outro objetivo é buscar o equilíbrio dentro das competições, dentro das partidas, evitando que um clube se torne mais beneficiado que o outro em razão da presença de público. A solução não foi a ideal, mas foi a que se apresentou como possível, como alcançável”, explicou.

Independentemente disso, o Bahia tem essa série de jogos difíceis, que pode complicar ainda mais sua relação com a torcida, especialmente agora que o time frequenta o Z-4 pela primeira vez neste Campeonato Brasileiro. Em primeiro lugar, alguns números que ilustram bem a situação: o Bahia venceu apenas dois jogos fora de Salvador no Brasileirão – o último deles há quase três meses, no dia 4 de julho, contra a Chapecoense, lanterna do campeonato; além disso, foram três empates e seis derrotas (um aproveitamento de 28% como visitante, enquanto a média no campeonato é de 41%).

Para piorar, o Bahia não derrota o Corinthians fora de casa desde aquele 1 a 0 no Pacaembu, pela Série B de 2008. Além disso, o Athletico não perde para o Tricolor em casa, no Campeonato Brasileiro, desde 2011 – ano em que o Furacão foi rebaixado pela última vez. O cenário melhora somente contra o América – o Bahia bateu o Coelho no Independência no último encontro, em 2018, e não perde lá há cinco jogos.

Lado bom

Há, claro, o fator positivo de contar com a maior quantidade possível de jogos em casa, e com torcida, para essa sequência final do Brasileirão. Um apelo, que segundo Vitor Ferraz, Guilherme Bellintani e o Bahia – por meio de nota – o técnico Diego Dabove fez. Apesar disso, o próprio vice-presidente Vitor Ferraz respondeu ao A TARDE que o principal ponto positivo se chama “tempo”.

“Do ponto de vista esportivo, haverá a consequência favorável de ganhar mais tempo para recuperar atletas que estão no departamento médico, além de ir mais descansado para o jogo de terça, enquanto o adversário atuará no fim de semana. Esse inclusive foram pontos também citados pelo nosso treinador”, explicou Ferraz.

A contrapartida mais clara é essa mesmo. Tempo para recuperar atletas – como Danilo Fernandes, Indio Ramírez e Rodriguinho – ou contar com novatos, como Marcelo Cirino. Tempo também para Dabove aplicar correções necessárias ao seu time, que quebrou o jejum de oito partidas sem vencer  ao derrotar o Fortaleza por 4 a 2, mas de lá pra cá já não vence há outros três. Ainda é importante ganhar tempo  para resolver as questões salariais dos atletas, que, como consequência de atrasos, optaram por não conceder entrevistas e concentrar em jogos como mandante.

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