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DECISÃO

Pelo acesso, Bahia encara 'jogo mais importante do ano' contra o CRB

Tricolor conta com sua capacidade histórica de superar problemas em momentos decisivos

Daniel Farias
Por Daniel Farias
Jacaré treina para fazer sua estrela brilhar novamente
Jacaré treina para fazer sua estrela brilhar novamente - Foto: Felipe Oliveira | EC Bahia

Após uma temporada intensa do início ao fim, o dia da decisão finalmente chegou. O Bahia enfrenta o CRB hoje, às 18h30, no estádio Rei Pelé, em Maceió, para a partida mais importante do ano, uma espécie de final em que tem posição privilegiada.

Na terceira colocação, com 59 pontos, a equipe comandada por Eduardo Barroca depende apenas do seu próprio desempenho para conquistar o acesso. Se ganhar, garante lugar na Série A em 2023 sem qualquer preocupação com outros resultados.

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Um tempero a mais é que o Tricolor pode quebrar uma sina de não subir imediatamente após o rebaixamento em todas as vezes que frequentou a Série B. Tudo indica que isso vai acontecer. A tabela favorece a equipe baiana por conta do confronto direto entre Ituano e Vasco, os seus concorrentes, e dos pontos e saldo de gols a favor, além do fator principal: a estrela do Bahia.

As dificuldades no percurso tornam a trajetória uma verdadeira epopeia. Porém, o torcedor sabe que as pedras no caminho não apagam o brilho do Esquadrão de Aço e o grito final de alegria e comemoração nesses momentos.

Mais um, Bahia

Foi assim, com emoção, em 2016, quando o tricolor conseguiu subir após uma campanha marcada por altos e baixos. Chegou a perder na rodada final, mas o caminho do acesso já estava trilhado e a combinação de resultados garantiu a alegria da torcida.

Antes, na campanha da Série B de 2010, o time oscilou muito ao longo da temporada, trocou de treinador e teve derrotas difíceis em casa. Um dos jogos essenciais naquele ano foi o triunfo contra o Sport na Ilha do Retiro. O Tricolor estava com nove desfalques, precisava vencer o Rubro-Negro, que vinha há 12 jogos invicto, e quebrou essa sequência, garantindo um 2 a 1 em Recife.

Essa história de superação já se repetiu tantas vezes porque o time, inegavelmente, tem estrela. Na Taça da Prata em 1981, na luta para chegar ao primeiro escalão do futebol brasileiro, depois de perder por 4 a 0 para o Santa Cruz, precisou vencer por cinco gols de diferença e goleou a equipe pernambucana por 5 a 0.

O gol de Raudinei nos acréscimos, na final do Campeonato Baiano de 1994, é outro exemplo emblemático. O título chegou no último momento dos pés de um jogador que saiu do banco de reservas para entrar para a história do Bahia.

Na final da Taça Brasil de 1959, quando o Bahia teve pela frente o Santos de Pelé, conquistou o título sem se intimidar com o favoritismo da equipe paulista. Em 1988, não foi diferente, com as viradas inesquecíveis na semifinal e na final, fundamentais para vencer o Campeonato Brasileiro.

A situação de hoje é mais tranquila para a equipe baiana. O Esquadrão de Aço enfrenta um CRB que não disputa mais nada, nem pode subir, nem corre o risco do rebaixamento. O jogo, porém, é no campo adversário e não deve ser fácil.

Em partidas históricas e em todas as campanhas em que conquistou o acesso, o Tricolor enfrentou diversos contratempos no caminho. A estrela, no entanto, brilhou mais forte. Hoje o Bahia entra em campo com força máxima, com a presença dos seus principais jogadores, a confiança necessária e, de longe, de perto e nas arquibancadas, milhões de torcedores vibrando para o grande momento chegar.

FICHA TÉCNICA:

​CRB x Bahia - 38ª rodada do Brasileirão da Série B

Local: Estádio Rei Pelé, em Maceió (AL), às 18h30

Árbitro: Ramon Abatti Abel (SC)

Assistentes: Alex dos Santos e Thiaggo Americano Labes (ambos SC)

VAR: Thiago Duarte Peixoto (SP)

CRB - Vitor Caetano, Reginaldo, Wellington Carvalho, Matheus Mega e Guilherme Lopes; Yago, Juninho Valoura e Bruninho; Maycon Douglas, Gabriel Conceição e Emerson Negueba. Técnico: Daniel Barboza

Bahia - Mateus Claus, André, Ignácio, Luiz Otávio e Luiz Henrique; Patrick, Mugni, Daniel e Ricardo Goulart; Davó e Jacaré. Técnico: Eduardo Barroca

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