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Roger avalia oscilação no campeonato: "gordura chegou ao final'

Alex Torres*
Por Alex Torres*
| Atualizada em
Apesar dessa oscilação, o trabalho desenvolvido por Roger Machado não tem sido posto em cheque | Foto: Felipe Oliveira | EC Bahia
Apesar dessa oscilação, o trabalho desenvolvido por Roger Machado não tem sido posto em cheque | Foto: Felipe Oliveira | EC Bahia - Foto: Felipe Oliveira | EC Bahia

Já faz mais de um mês desde o último triunfo do Bahia no Brasileirão. Com isso, o bom desempenho adquirido no primeiro turno foi se perdendo durante a sequência do campeonato e, atualmente, o Esquadrão amarga uma sequência de sete jogos sem vencer. A série de resultados negativos fizeram com que o clube caísse posições e se afastasse da disputa por uma vaga no G-6.

Agora, os comandados de Roger Machado farão um duelo de seis pontos contra o Goiás neste domingo, 24, às 16h, no Serra Dourada, na busca pela reabilitação na competição. Em caso de derrota, o Tricolor irá ampliar o jejum e perderá, ao menos, uma posição na classificação da Série A.

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"Essa partida fundamental aconteceu em outras rodadas. Se tivéssemos vencido o dentro de casa, seríamos 5º colocado. Essa gordura chegou ao final nesse momento. Hoje, Vasco e Goiás, que estavam atrás, ganharam pontos e nós, justamente por termos acumulado esses bons resultados, que nos mantiveram quase que na mesma posição passados sete jogos, perdemos uma posição. E agora as equipes encostaram", disse o comandante Roger Machado em coletiva realizada nesta quinta.

Sobre os resultados negativos sofridos pelo Bahia, Roger acredita que não se trata de uma 'queda de rendimento', e sim, apenas de uma oscilação natural de todo e qualquer trabalho realizado.

"Não vejo cair de produção. É difícil analisar por uma janela um contexto que é muito maior, de uma competição, trajetória, de um ano. Então, para mim, os times não caem de produção. Eles oscilam. A questão é que, dentro dessa oscilação, o trabalho é interrompido. O final é marcado por aquele recorte e analisado por isso. Se fosse assim, no primeiro momento de oscilação, era melhor o treinador pedir para sair que aí preservaria os números. Agora, hoje pegar um recorte num aproveitamento nosso está em 45%. Se eu saísse hoje do Bahia, se pegar todos os jogos, talvez dê perto de 50%, 52% de aproveitamento", falou o treinador.

Apesar dessa oscilação, o trabalho desenvolvido por Roger Machado durante toda a temporada não tem sido posto em cheque. Durante o ano, o comandante conquistou o título estadual, além de campanha expressiva na Copa do Brasil, levando o Esquadrão até as quartas de finais da competição, sendo eliminado pelo Grêmio.

"Eu fico feliz por isso. Me cobro muito também, porque entendo que o Bahia poderia ou pode nos levar a algo especial, tanto no ano quanto nessa trajetória como treinador do Bahia. Não vejo meu trabalho finalizado em uma temporada, é uma construção. E o clube, como instituição, vem crescendo a cada ano. O trabalho de um treinador, a gente é só a última parte. Isso que nós estamos vivendo, que eu estou vivendo, mesmo com os jogos de instabilidade, ainda com a confiança principalmente do torcedor é inédito. A partir do momento que o torcedor perdeu a confiança no meu trabalho, não há por que permanecer. Na forma que eu estou sentindo hoje, tenho muita confiança para o trabalho seguir para o próximo ano", concluiu.

*Sob supervisão da editora Keyla Pereira

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