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Para acabar com a escolinha

Daniel Dórea
Por Daniel Dórea
Neymar, Marcelo, Oscar e Fred batem bola em São Januári
Neymar, Marcelo, Oscar e Fred batem bola em São Januári - Foto: Jefferson Bernardes | VIPCOMM | Divulgação

As seleções de Brasil e Espanha não se encontram desde 1999, quando houve um insosso 0 a 0 em amistoso em Vigo. No entanto, algo próximo do cenário da final neste domingo, 30, às 19 horas, no Maracanã, aconteceu há menos tempo, quando o país ibérico já tinha o domínio do futebol mundial.

Na ocasião, em dezembro de 2011, o Santos de Neymar, craque do time canarinho atual, decidiu, no Japão, o Mundial de Clubes contra o Barcelona. Na equipe catalã, estavam presentes o estilo de jogo da Fúria deste domingo, além de seis titulares.

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O resultado final foi um 4 a 0 para o Barça, seguido de declarações conformadas de Neymar e do então técnico do Peixe, Muricy Ramalho: "Eles nos deram uma aula de futebol".

Nesta noite, os comandados de Luiz Felipe Scolari têm a tarefa de trocar a admiração pela revolução esportiva que os espanhóis vêm promovendo pelo desejo de destroná-los do posto de 'professores'.

Apesar do temor que a Espanha costuma causar - a ponto de a grande maioria do público brasileiro ter escolhido, na semifinal em Fortaleza, torcer efusivamente pela Itália -, especialistas não veem o triunfo canarinho tão distante.

"É possível, apesar da superioridade tática e técnica espanhola. A Itália mostrou que é. Se, sem a bola, o time de Felipão emular o italiano, com a pelota nos pés pode ir além", escreveu o jornalista Mauro Beting, da Band, em seu blog.

Para ele, a Azzurra só conseguiu equilibrar as ações e até dominar a posse de bola no segundo tempo porque trabalhou muito bem taticamente, algo que deve servir de inspiração para o Brasil.
Antero Greco, colunista de O Estado de São Paulo, concorda: "O Brasil pode ter como modelo a Itália, irretocável na marcação, como de costume, além de prática e eficiente na armação".

E ele ainda aponta fatores que beneficiam a Seleção no jogo. "A Espanha leva desvantagem pela correria no Ceará, pelo deslocamento e pelo dia a menos de recuperação física e emocional", lista Greco.

Comentarista da ESPN Brasil, Paulo Vinicius Coelho fala sobre os atalhos para o time canarinho chegar ao gol espanhol: "Da esquerda para a direita, a bola sobrevoava a cabeça de Jordi Alba e permitia a Maggio incomodar pela direita italiana. Bernard pode ser alternativa por ali no segundo tempo".

Seleção na frente - O Brasil ainda pode se apoiar em um retrospecto amplamente favorável. Em oito duelos históricos, a Seleção levou a melhor quatro vezes. A Roja venceu dois jogos e houve dois empates.

Para completar, no único confronto disputado no Maracanã, o time canarinho deitou e rolou para cima do adversário. Com quase 200 mil pessoas no estádio, goleou por 6 a 1 na semifinal da Copa de 1950.

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