EC.VITÓRIA
Caja é o primeiro rubro-negro a fazer gol inaugural

Por Moysés Suzart

Não foi apenas o primeiro na história da Arena Fonte Nova. O gol de Renato Cajá teve uma importância maior do que se pensa. Até o tento do Ba-Vi, nenhum jogador do Vitória já havia inaugurado uma praça esportiva com gol.
Nem o Barradão teve este privilégio. Casa do Leão, o Manoel Barradas foi inaugurado em 1986 com um gol de Dino Furacão, jogador do Santos, revelado pelo Bahia.
Hoje professor de Educação Física do Colégio Salesiano, o ex-atacante, que passou pelo futebol paulista e de Portugal, trata com humor o primeiro gol da nova Fonte ter sido do rubro-negro Renato Cajá.
"Sem dúvida foi castigo (risos). No Barradão, foi um garoto da base tricolor que inaugurou as redes. Na Fonte, foi o meia do Vitória. O futebol prega muitas peças", lembra Dino, que não pôde ir à inauguração da Arena Fonte Nova.
Mas uma coisa Dino não nega. "Recorde é quebrado sempre. Mas fazer o primeiro gol de um estádio é eterno. Cajá nunca mais vai esquecer este gol. Nunca esqueci aquele meu, no Barradão", explicou.
Cajá não nega a importância do gol para sua carreira. A emoção da marca foi tanta, que o próprio atleta confessou o exagero na comemoração da primeira rede estufada na Fonte.
"Fui pra galera e o juiz me falou que só não fui advertido porque sou gente boa. Foi doido demais comemorar tão pertinho da torcida. Não só o gol, mas aquela cena vai ficar marcada eternamente na minha mente", disse Cajá.
O meia não quer parar no primeiro tento. "Vamos jogar novamente lá e precisamos fazer mais para buscar o triunfo. Quem sabe não serei o primeiro artilheiro no estádio? Acho que sou abençoado", brincou.
Novos e primórdios - O tento de Cajá entra também no rol das arenas que vão sediar a Copa do Mundo. O camisa 10 do Leão é o terceiro atleta a inaugurar as redes de um estádio para o Mundial.
No Castelão, em Fortaleza, outro representante de um clube baiano também deixou sua marca. Em janeiro deste ano, o atleta do Bahia, Kléberson, foi o primeiro a marcar. Hoje ele está no futebol dos EUA.
Em Minas, no novo Mineirão, o cruzeirense (e baiano) Anselmo Ramon fez a parte dele. "Será que terei homenagem na Copa? Brincadeira. Minha marca deve ser dedicada a todo elenco rubro-negro. Sem Mansur, que sofreu o pênalti, não teria feito", disse.
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