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Desgaste e maus resultados derrubam Vagner Mancini do Vitória

Léo Santana | A TARDE SP
Por Léo Santana | A TARDE SP
| Atualizada em
Treinador deixa o Leão com 50% de aproveitamento e escreve carta de despedida
Treinador deixa o Leão com 50% de aproveitamento e escreve carta de despedida - Foto: Maurícia da Matta l EC Vitória

O técnico Vagner Mancini durou pouco mais de um ano à frente do Vitória em sua quarta passagem pelo clube, mais precisamente 369 dias. Bastante pressionado no cargo na última semana, por causa da goleada sofrida no clássico Ba-Vi, o treinador não resistiu à mais um revés elástico, desta vez para o Atlético-PR, na Arena da Baixada, e acabou demitido do cargo.

No entanto, o desgaste do treinador com a torcida já vinha se arrastando há algum tempo neste ano. Contratado no final de 2017 para salvar o clube do rebaixamento no Brasileirão, onde obteve êxito, o comandante rubro-negro cometeu uma série de equívocos dentro e fora de campo que motivaram a sua saída do Barradão, como podemos listar:

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- Confusão no Ba-Vi do Baianão: Mancini foi um dos pivôs do término do Ba-Vi do Campeonato Baiano, antes do tempo regulamentar acabar, realizado em 18 de fevereiro, quando jogadores de Bahia e Vitória protagonizaram uma briga generalizada. O treinador foi supostamente flagrado dando a ordem para o zagueiro Bruno Bispo ser expulso e terminar a partida em W.O. Julgado posteriormente o comandante acabou sendo punido pelo STJD.

- Perda do título do Baianão: Com o time totalmente desfalcado nas finais por causa das suspensões impostas pelo STJD aos jogadores do Vitória, o treinador viu sua equipe ser vice-campeã estadual perdendo as duas finais na Arena Fonte Nova e no Barradão para o Bahia.

- Derrotas nos Ba-Vis: Em sua quarta passagem pelo clube, Vagner Mancini não conseguiu vencer um clássico. Em 5 Ba-Vi's disputados, obteve 5 derrotas, sendo a última por uma goleada acachapante por 4 a 1.

- Eliminações da Copa do Nordeste e Copa do Brasil: A desclassificação precoce para o Sampaio Corrêa nas quartas de final do Nordestão, quando optou por escalar um time reserva na partida de ida e acabou goleado por 3 a 0, também pode ser colocada na conta do treinador. Já na Copa do Brasil, o time conseguiu até avançar às oitavas de final, mas acabou eliminado quando encontrou um clube tradicional como o Corinthians.

- Improvisações de jogadores: O comandante rubro-negro também sempre foi questionado por gostar de improvisar jogadores fora de posição. Sem muitas peças no elenco, Mancini chegou a improvisar o lateral-direito Jeferson na lateral-esquerda, além de escalar o polivalente Ramon como zagueiro, volante e lateral-direito.

- Pior defesa da Série A do Brasileirão: O sistema defensivo do Vitória sempre foi o maior problema do técnico Vagner Mancini. Na Série A do Campeonato Brasileiro, o treinador utilizou 4 goleiros diferentes (Fernando Miguel, Caíque, Elias e Ronaldo) em 16 rodadas, além de diversas formações entre laterais e zagueiros. Não é a toa, que a defesa do Leão é a mais vazada da competição com 31 gols sofridos.

Vagner Mancini deixa o comando técnico do Vitória após 66 jogos, com 28 vitórias, 15 empates e 23 derrotas, em um aproveitamento de 50%. Após ser desligado clube, o treinador escreveu uma nota de despedida agradecendo aos rubro-negros e demonstrando “eterno respeito” pelo clube.

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