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Em clima de revanche, Vitória encara Ceará pelo Nordestão

Moysés Suzart
Por Moysés Suzart
Neto Baiano é a principal referência de gols do Leão para pegar o Vovô
Neto Baiano é a principal referência de gols do Leão para pegar o Vovô - Foto: Margarida Neide | Ag. A TARDE

Revanche? Vingança? Ninguém fala sobre isso no Vitória. Nesta quarta-feira, 8, contra o Ceará, no Castelão, o elenco do técnico Claudinei Oliveira não pretende vingar as últimas duas eliminações para os cearenses em 2013 e 2014, ambas no Nordestão. Porém, pretende aumentar a série de quatro jogos vencendo fora de casa.

Há sete partidas o Vitória não sabe o que é perder longe do Barradão. Este ano, só perdeu para o Confiança, na primeira rodada do Nordestão. Depois, foram oito jogos, com seis triunfos e dois empates. A última sequência invicta maior como visitante começou em 2013 e só terminou em 2014, com cinco triunfos em dez jogos. A série terminou justamente na goleada sofrida por 5 a 1 contra o Ceará.

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"Temos que deixar os jogos que passaram no passado, né? Não dá para jogar os Nordestões de 2014 e 2013 de novo. Temos dois jogos agora, na edição de 2015. É preciso dar tranquilidade aos atletas e não temos essa preocupação com revanche. Pode pesar para o torcedor, mas estamos chegando agora. Preciso jogar esses dois jogos sem pensar no que já passou", disse o técnico Claudinei Oliveira.

Evitar polêmicas e qualquer assunto que tire a concentração do grupo é a palavra de ordem no elenco. Nem Neto Baiano, que lançou a dancinha 'Frescando' contra o Vovô, quis conceder entrevista para não falar demais. "Não podemos criar um clima de guerra, tampouco criar ansiedade desnecessária. Todos estão motivados e isso basta. Estamos bem atuando fora de casa porque existe a concentração. Não é agora, neste jogo importantíssimo, que vamos quebrar isso. Precisamos jogar com inteligência", completou Claudinei.

Camisa 1

Uma das melhores surpresas no ano, o goleiro Fernando Miguel também não cai no clima da revanche. Responsável pela função de evitar o gol dos cearenses, o camisa 1 não se abala ao saber que o Leão foi eliminado em 2013 levando 4 a 1, além do vexame por 5 a 1 no ano seguinte.

"Não vou ficar pensando em retrospectos e em goleadas sofridas. É um outro grupo, uma nova história. Não podemos entrar em nenhum clima de revanche. Em 2013 foi uma história, em 2014 foi outra e este ano será diferente", afirmou ele, revelando que o grupo está mais motivado.

"Já mostramos que temos um lado psicológico muito forte. Após a desclassificação diante do Colo Colo, todos apostavam numa queda acentuada de todo o grupo, o que seria natural. Mostramos o contrário. Demonstramos um poder de concentração e recuperação muito grande. Não será diferente contra o Ceará", assegurou o camisa 1.

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