EC.VITÓRIA
“Quero ser o líder num processo de mudança”, diz Ricardo David sobre Vitória

Por Juliana Lisboa

Candidato pelo segundo pleito consecutivo, o empresário Ricardo David é quem abre a série de entrevistas de A TARDE com os cinco postulantes ao cargo de presidente do Vitória no biênio de 2018/2019.
A eleição do mandato tampão será realizada na próxima quarta-feira, dia 13, e, caso tenha segundo turno, também no dia 20.
Nesta segunda, será entrevistado o candidato Raimundo Viana, na terça-feira, Manoel Matos, e, na quarta-feira, será publicada entrevista dupla com Tiago Ruas e Gilson Presídio.
Nova eleição
Primeiro candidato declarado desde que foi confirmada a renúncia do então presidente Ivã de Almeida e a convocação para novas eleições – dessa vez diretas – Ricardo David acredita que reúne as condições necessárias para que o Vitória volte a enxergar uma liderança na diretoria e mantenha um planejamento que não seja o de “se manter na Série A”.
Para o empresário de 56 anos, que foi diretor de marketing do clube em 2014 e 2015, o principal para o Vitória é manter o que houve de avanços na atual gestão e criar planos estratégicos para “todas as áreas de atuação do clube”, sejam elas dentro do futebol ou técnicas.
“O Vitória é uma empresa que tem objetivo, pessoas, tem métodos, despesas e receitas. Eu faço isso já há 32 anos da minha vida. Gerir pessoas para atingir objetivos, organizar financeiramente, isso tudo é meu dia a dia. E desde 2011, quando me tornei conselheiro do Vitória, venho acumulando conhecimento com o mundo desportivo”, explicou.
Ricardo já adiantou os nomes que vão compor sua diretoria caso vença o pleito. Anunciou o também empresário Chico Salles como seu vice-presidente e Erasmo Damiani, ex-coordenador de seleções de base da CBF à época do ouro olímpico, na Rio-2016, como seu gestor de futebol.
Nas quatro linhas
Apesar de não ter experiência com o futebol, justamente onde mais recebe críticas de torcedores e opositores, Ricardo diz que a diretoria será composta por profissionais que são referência na área – até para não repetir os mesmos erros da última gestão, que chegou a contratar 27 atletas ao longo da temporada.
O empresário adiantou que pretende manter, em 2018, os profissionais que ainda têm contrato vigente com o Vitória, mas falou que vai tentar ne gociar os jogadores que não interessariam ao Rubro-Negro na nova temporada.
Ricardo também disse que pretende implantar no Vitória uma metodologia de trabalho que já existe em times europeus e que conseguiram crescer com consistência num curto espaço de tempo.
“Especificamente nos últimos dois anos fui atrás do conhecimento que está revolucionando o futebol. Eu fui atrás de clubes como o RB Leipzig, da Alemanha, que saiu da 5ª divisão e foi disputar a Liga dos Campeões em apenas oito anos”, exemplificou.
Para ele, é necessário avaliar diversos pontos do elenco e da comissão técnica para mensurar resultados.
“O atleta de futebol começou a ser encarado como atleta olímpico, onde é exigido efetivamente o alto desempenho. E são as quatro características que são exigidas do atleta, hoje: parte técnica, onde ele mostra sua habilidade; a física; tática; e a que vou colocar de maneira muito significativa, que é a parte psicológica. O atleta precisa se preparar para o desafio que se apresenta o futebol moderno”, finalizou.
Mais receitas e sócios
Ricardo avalia que o quadro de sócios-torcedores do Vitória é extremamente aquém do potencial do Rubro-Negro. E que poderia ser, também, uma preciosa fonte de renda.
O empresário acredita que não é uma meta inviável saltar dos 8 mil para os 40 mil sócios do nordestino Sport, do Recife, através de ações de fidelização e aproximação do sócio – sobretudo ao Barradão – através da criação de um aplicativo.
O candidato acredita que outra boa fonte de receita está na possibilidade de licenciamento da marca do Vitória.
”O nosso projeto é fazer com que as marcas entendam que, ao agregar sua marca ao Vitória, se produza algo mais comercializável, que acrescente nas vendas desses produtos. Mas não vamos ficar de maneira reativa, esperando que essas marcas venham até nós. Vamos levantar hábitos de consumo do torcedor e identificar marcas. E estimular o torcedor a consumir marcas que agreguem valor ao seu clube”.
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