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TENTATIVA DE ACORDO

Famílias de vítimas de tragédia da Chapecoense rejeitam proposta

Clube entrou em recuperação judicial no início do ano

Da Redação
Por Da Redação
Clube entrou em recuperação judicial no início do ano
Clube entrou em recuperação judicial no início do ano - Foto: Divulgação | Chapecoense

Famílias das vítimas do acidente aéreo da Chapecoense, ocorrido em 2016, rejeitaram o plano de recuperação judicial do clube, que previa descontos nas indenizações pelas mortes. A informação é do blog do jornalista Rodrigo Mattos, do UOL. Na Justiça, a entidade esportiva havia proposto um perdão entre 65% e 85% dos valores devidos a seus credores, incluindo os familiares, mas já houve oito objeções de credores. O caso agora deverá ser decidido em assembleia.

Em janeiro, a Chapecoense entrou com pedido de recuperação judicial, embora seja entidade esportiva. No processo, a dívida atualizada representa R$ 179 milhões. Nele, estavam incluídos credores de indenizações pelo acidente aéreo. O avião da delegação da Chapecoense caiu quando se dirigia para Medellín, na Colômbia, onde disputaria a final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional. 71 pessoas morreram, entre jornalistas, jogadores, membros da comissão técnica, dirigentes e tripulantes.

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A Chape apresentou proposta de descontar 65% das dívidas trabalhistas, incluindo o que se referia ao acidente, cuja soma total atinge cerca de R$ 24 milhões. Além disso, havia uma proposta de desconto de 85% para os débitos cíveis, incluindo ainda pendências com famílias das vítimas. Credores, no entanto, apresentaram oito objeções que consideraram o abatimento excessivo.

Segundo o blog, dessas, advogados que representam familiares vítimas do acidente classificaram a proposta da Chapecoense como um "escárnio", como o advogado Fernando Almeida Martínez, em nome de sete familiares de vítimas do acidente, além do ex-jogador Neto, que estava no avião.

"Uma única palavra define o Plano de Recuperação apresentado pela ACF: ESCÁRNIO! Escárnio não só com as famílias das vítimas do acidente aéreo, mas com todos os seus demais credores. Descontos de 65% e 85% sobre o valor dos créditos são aviltantes", escreveu o advogado.

Os advogados Flávio Torres e Vinícius Lucílio, representantes da família do jogador Kempes, falecido no acidente, além de outros credores, escreveram que as dívidas da Chapecoense foram originadas pela irresponsabilidade de seus gestores, e não pelo acidente. "A Chapecoense encontra-se na situação financeira atual por conta de atos infelizes e irresponsáveis de seus gestores, que se comprometeram de forma incompatível com as finanças do clube. A compreensão dessa realidade é indispensável para que se entenda que o plano de recuperação judicial apresentado pela Chapecoense não pode ser encarado de outra forma senão que como um escárnio, um deboche para com os credores de toda a sorte e, também, com o Poder Judiciário", dizem a petição.

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chape chapecoense recuperação judicial

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