ESPORTES
Fase final do Mundial Júnior de Surfe tem quatro brasileiros


A Austrália vai sediar a decisão do título mundial Pro Junior de Surfe da World Surf League (WSL) pelo segundo ano consecutivo nas ondas de Bombo Beach, em Kiama, na costa sul de New South Wales.
O prazo do WSL Jeep World Junior Championship, competição referente a 2017, começa nesta quarta-feira, 3, e vai se estender até o dia 12 deste mês.
Estão inscritos 54 surfistas com até 18 anos de idade para disputar os títulos, sendo 36 na categoria masculina e 18 na feminina competindo no mesmo formato utilizado nas etapas do CT.
Eles se classificaram nas seletivas promovidas pelos sete escritórios regionais da WSL em todos os continentes.
Brasil
Quatro brasileiros e dois peruanos foram selecionados pela WSL South America no RDS Pro Junior em homenagem a Ricardo dos Santos na Guarda do Embaú, em Palhoça, Santa Catarina.
Desses brasileiros o paulista Samuel Pupo e o catarinense Mateus Herdy foram escalados como cabeças de chave das primeiras baterias.
Pupo vai estrear na bateria que terá o norte-americano Ryland Rubens e o francês Marco Mignot. Já Mateus Herdy terá o australiano Mikey McDonagh e o japonês Keanu Kamiyama.
Assim como CT, essa primeira rodada não é eliminatória. Os vencedores avançam direto para a terceira fase, mas os perdedores têm outra chance de classificação na repescagem.
O único peruano do time sul-americano masculino, Jhonny Guerrero, está na quarta bateria com o havaiano Barron Mamiya e o sul-africano Adin Masencamp.
Há ainda outro brasileiro, João Chianca, de Saquarema (RJ), escalado para disputar a última vaga direta para a terceira fase com o sul-africano Ford Van Jaarsveldt e Che Allan, de Barbados.
Mulheres
Na competição feminina, a primeira a estrear será a campeã sul-americana de 2017, Sol Aguirre. A peruana está na quarta bateria com a havaiana Zoe McDougall e a norte-americana Alyssa Spencer.
Já a campeã sul-americana de 2016, a catarinense Tainá Hinckel, está na sexta e última da primeira fase, com a havaiana Summer Macedo e a australiana Sophia Fulton.
A primeira chamada para o início do WSL Jeep World Junior Championship foi marcada para as 7h desta quinta-feira, 4, no horário da Austrália, e 17h desta quarta-feira, 3, no horário da Bahia.
Hegemonia brasileira
O título mundial Pro Junior começou a ser disputado em 1998 pela antiga Association of Surfing Professionals (ASP), hoje World Surf League (WSL).
O primeiro a levantar o troféu de melhor surfista do mundo com até 21 anos de idade foi o já falecido Andy Irons, havaiano que depois se sagrou tricampeão mundial profissional no World Championship Tour.
Mas é o Brasil que detém o maior número de títulos nas dezoito edições disputadas, sete no total. A hegemonia verde-amarela foi iniciada na última vez que o evento foi realizado no Havaí, pelo carioca Pedro Henrique no ano 2000.
Depois, a decisão mudou para a Austrália e o hoje campeão mundial Adriano de Souza foi o vencedor do título de 2003.
O terceiro veio no ano seguinte com o cearense Pablo Paulino, que repetiu o feito em 2007, sendo o único brasileiro a ser bicampeão mundial Pro Júnior.
A bandeira brasileira voltou ao alto do pódio com o paulista Caio Ibelli, que em 2011 conquistou o título na única vez que o título foi disputado em um circuito de três etapas.
Dois anos depois aconteceu a única decisão no Brasil e o campeão do HD World Junior Championship 2013 na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC), foi Gabriel Medina.
O carioca Lucas Silveira festejou a última vitória brasileira em 2015 em Portugal. Esta foi a última edição para surfistas com até 21 anos, pois na de 2016 o limite de idade mudou para 18 anos.
Foi neste ano que o título voltou a ser disputado na Austrália e Ethan Ewing conquistou o quinto troféu para os australianos.
Outros campeões
Mais quatro representações também aparecem na galeria de campeões desta categoria na World Surf League: o Havaí com três títulos e a África do Sul, Portugal e França com um cada.
Autralianas dominam
Já na categoria feminina, as australianas ganharam a maioria das doze edições, pois as meninas só começaram a disputar essa competição em 2005.
Assim como os brasileiros no masculino, a Austrália tem sete títulos femininos, contra dois do Havaí, dois da França e um da Nova Zelândia.
No ano passado, as duas representantes da América do Sul não conseguiram vencer nenhuma bateria em Kiama.
A catarinense Tainá Hinckel está de volta à Austrália esse ano e a peruana Sol Aguirre vai substituir a argentina Josefina Ane que foi no ano passado.
Todos os campeões mundiais:
2016: Ethan Ewing (AUS) e Macy Callaghan (AUS) na Austrália
2015: Lucas Silveira (BRA) e Isabella Nichols (AUS) em Portugal
2014: Vasco Ribeiro (PRT) e Mahina Maeda (HAV) em Portugal
2013: Gabriel Medina (BRA) e Ella Willians (NZL) no HD World Junior no Brasil
2012: Jack Freestone (AUS) e Nikki Van Dijk (AUS) em Bali, na Indonésia
2011: Caio Ibelli (BRA) e Leila Hurst (HAV) na Indonésia, Brasil, Austrália
2010: Jack Freestone (AUS) e Alizee Arnaud (FRA) na Indonésia e Austrália
2009: Maxime Huscenot (FRA) e Laura Enever (AUS) na Austrália
2008: Kai Barger (HAV) e Pauline Ado (FRA) na Austrália
2007: Pablo Paulino (BRA) e Sally Fitzgibbons (AUS) na Austrália
2006: Jordy Smith (AFR) e Nicola Atherton (AUS) na Austrália
2005: Kekoa Bacalso (HAV) e Jessi Miley-Dyer (AUS) na Austrália
2004: Pablo Paulino (BRA) na Austrália
2003: Adriano de Souza (BRA) na Austrália
2002: não realizado por falta de datas
2001: Joel Parkinson (AUS) na Austrália
2000: Pedro Henrique (BRA) no Havaí
1999: Joel Parkinson (AUS) no Havaí
1998: Andy Irons (HAV) no Havaí