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Goiás pode ser uma grande pedra no caminho do Vitória

O futebol e seus trocadilhos não param de quebrar teorias. O Goiás, por exemplo, provou que a pedra tem vida e pode crescer. Aquela pedrinha do primeiro turno que foi um saco de pancada da maioria dos times na Série A, inclusive do Vitória, cresceu. Hoje é uma verdadeira pedreira no caminho do Leão e pode atrapalhar a tentativa de arrancada do time, na esperança de alcançar o G-4.
Na primeira metade da competição, o time goiano era um dos sérios candidatos ao rebaixamento. Das 19 rodadas do 1º turno, em 11 esteve na zona de degola. Enquanto isso, o Vitória seguia como surpresa da competição, permanecendo sempre da zona de classificação da Libertadores ou Sul-americana.
Para se ter uma idéia, o Goiás havia conseguido 6 pontos nos sete primeiros jogos do Brasileirão. Míseros 28% de aproveitamento. No returno, as coisas mudaram. No mesmo número de partidas, o representante de Goiânia já papou 16 dos 21 pontos possíveis. O resultado é a melhor campanha nas partidas de volta da Primeira Divisão, na frente inclusive de Grêmio e Palmeiras.
O segredo do sucesso pode ter um dedo do técnico Hélio dos Anjos. O treinador pegou o time na sétima rodada e penúltima colocação. Mas o aproveitamento em casa também conta. O último tropeço no Serra Dourada foi em 27 de julho. O time esmeraldino já acumula 6 triunfos consecutivos jogando em casa, mesmo com um dos piores públicos da Série A.
OPOSTO – Segundo o técnico do Leão, Vágner Mancini, a injeção de ânimo foi providencial para a arrancada. “O elenco não mudou muito. O que modificou foi a filosofia e incentivo. É a prova de que a liderança conta muito nestas horas”, assegurou o comandante.
No caso do Vitória, o caminho foi oposto. No começo da competição, o time baiano calou muitos pessimistas que não acreditavam no Leão. O aproveitamento superou todas as expectativas, mas o segundo turno trouxe a desconfiança novamente.
Na campanha da segunda metade, a surpresa se tornou decepção. Se o campeonato começasse no returno, o Leão seria um sério candidato ao rebaixamento, fazendo uma campanha semelhante ao Ipatinga.
Entretanto, a arrancada e recuperação pode começar agora. Alias, deve. Qualquer tropeço pode significar o fim do sonho de uma das vagas na Libertadores. Para Mancini, o funil começa a diminuir e cada jogo se torna uma final. Segundo o comandante, o Vitória precisa alcançar os 64 pontos. Nas contas, faltam ainda 24 pontinhos, ou mais 8 triunfos nos 12 compromissos restantes.
Mas esta conta muda a cada resultado. “Uma seqüência de três vitórias vai facilitar bastante, principalmente se os demais concorrentes tropeçarem. A cada rodada é um cálculo novo. Por isso a importância de fazer uma boa seqüência de triunfos”, completou o técnico.
Se a vontade da comissão técnica for concretizada, nem precisa depender muito dos demais resultados. Dos 6 próximos compromissos, 4 serão contra concorrentes diretos, contando com o Goiás. O famoso jogo dos seis pontos. Atualmente o rubro-negro tem 5,7% de chance de terminar no G-4.
GOIÁS x VITÓRIA
GOIÁS
Harlei; João Paulo, Rafael Marques e Ernando; Júlio César, Ramalho, Fahel e Vítor; Paulo Baier, Iarley e Anderson Gomes. Técinco: Hélio dos Anjos.
VITÓRIA
Viáfara; Marcelo Batatais, Vanderson e Leonardo Silva, Marcelo Cordeiro, Renan, Ramon Menezes e Rafael; Willians, Leandro Domingues e Osmar. Técnico: Vágner Mancini.
QUANDO: 27/09/2008 (sábado), às 18h20
ONDE: Estádio Serra Dourada, em Goiânia (GO)
ARBITRAGEM: Marcelo de Lima Henrique (RJ), auxiliado por Marco Aurélio dos Santos Pessanha (RJ) e Alecio Aparecido Lezo (MS).