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GP da China: Só uma quebra estraga a festa

Com a liberação dos polêmicos difusores, a Brawn GP vê o Grande Prêmio da China como uma oportunidade para disparar na classificação. Vencedora das duas primeiras provas do ano, a equipe não deve ter dificuldades para superar seus adversários, já que Ferrari, Renault, McLaren e BMW ainda não terão um equipamento a altura para competir de igual para igual com a Brawn GP e a Toyota, durante a prova em Xangai, na madrugada deste domingo, 19, com largada às 4 horas.
Com previsão de tempo seco para a corrida, o mais provável é que se veja uma repetição do que aconteceu nas duas etapas já disputadas, com o domínio da Brawn GP e da Toyota. Resta, então, a expectativa de uma resposta de Rubens Barrichello, categoricamente superado por seu companheiro até agora, vencedor das duas primeiras corridas. Para o brasileiro, o momento é de reação, do contrário Rubinho será mais uma vez relegado a segundo piloto naquela que muito provavelmente será sua última temporada na Fórmula 1.
As outras equipes estão trabalhando a todo vapor para implementar modificações em seus carros e introduzir as vantagens apresentadas pelos tipos de difusores utilizados por Brawn, Williams e Toyota. Para a prova de amanhã, McLaren e Renault já testam dispositivos nos carros de seus principais pilotos, Lewis Hamilton e Fernando Alonso, respectivamente.
Ferrari e BMW prometem novidades no mais tardar no GP da Espanha, quinta etapa da temporada, e a Red Bull mira a etapa seguinte, em Mônaco. “Estamos trabalhando com uma nova simulação. Depois do veredicto se tornando oficial, Adrian Newey (projetista da escuderia) cancelou sua viagem a Xangai e foi à fábrica para desenvolver o duplo difusor. Todas as coisas foram acertadas no plano, e teremos um novo carro para o GP de Mônaco”, afirmou o supervisor da RBR e STR, Helmut Marko.
Os difusores possuem um espaço aberto que acolhe ar para dentro do carro em um rápido período de tempo, resultando em um maior equilíbrio do veículo com o solo. Com estrutura e capacidade de investimento, é esperado que as grandes equipes consigam equilibrar o jogo até o meio da temporada.
Mas mesmo conformadas com a decisão desfavorável, não faltaram críticas à aprovação do equipamento. “Infelizmente essa decisão nos força a intervir em áreas fundamentais do desenho do carro na tentativa de sermos capazes de competir em pé de igualdade com os oponentes, uma tarefa que requererá tempo e dinheiro. Nós dobraremos nossos esforços para levar o time de novo ao mais alto nível de competitividade”, disse Stefano Domenicali, chefe da Ferrari.
Já Flávio Briatore, da Renault, foi irônico, e deu o Mundial como decidido a favor da Brawn. “Dentro de três ou quatro grandes prêmios o Mundial terá dono”, afirmou ele durante a semana.
Resposta – Jenson Button não gostou das afirmações de Briatore, que disse que ele estava “mais parado do que qualquer coisa”, e deu uma resposta ontem, revelando que o italiano tentou levá-lo à Renault ainda em 2009. “A menos que ele esteja na frente, tenho certeza de que qualquer outro time (que vencesse) arruinaria a credibilidade da F-1”, disse o inglês, ironizando aquele que poderia ter sido o seu chefe. “Ele também precisa lembrar que tentou me empregar para este ano, então...”, disse.
Serviço:
A largada para o GP da China será às 4h de domingo, 19, com transmissão ao vivo da Rede Globo