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Gramado de Pituaçu tem problemas com buracos e praga de insetos

André Uzêda | A TARDE
Por André Uzêda | A TARDE
| Atualizada em

Reinaugurado em 25 de janeiro do ano passado, o Estádio Metropolitano de Pituaçu já enfrenta questões estruturais pouco condizentes com os R$ 55 milhões declarados da sua reforma, que durou o dobro do tempo previsto para se concretizar. Foram R$ 24,4 milhões gastos somente para a arena propriamente dita. Apesar do investimento vultoso, o gramado está muito desgastado, com areia em alguns locais, além de áreas totalmente descobertas, como por exemplo as laterais do campo.

A situação já havia sido constatada e alardeada por jogadores, torcedores e imprensa (inclusive nacional) desde a primeira partida do Baiano deste ano, entre Vitória e Camaçari, em 17 de janeiro. Na ocasião, a Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), autarquia que administra a praça, declarou que a pausa de 11 dias no campeonato, em virtude do Carnaval, seria suficiente para dar outra aparência ao gramado de Pituaçu. Isso porque, segundo explicações técnicas do órgão do governo estadual, as más condições do campo eram decorrentes de um processo de revitalização da grama, que deveria ter sido iniciada assim que o recesso futebolístico começasse, ainda no ano passado, para dar tempo de concluir todas as etapas até a estreia do certame de 2010.

Eventos marcados fora do calendário esportivo oficial, que incluíram o jogo comemorativo dos 20 anos da conquista do título brasileiro do Bahia, a partida beneficente dos amigos de Ronaldinho Gaúcho e o show do cantor Roberto Carlos, contudo, atrasaram o início do trabalho e, quando o Estadual começou, a etapa de correção de solo, a última de quatro fases, ainda estava em curso. Este foi, inclusive, o motivo para uma enorme quantidade de areia ser espalhada pelo campo, já que nesta etapa seriam necessários 80 metros cúbicos de areia lavada, 1.200 quilos de calcário e 560 quilos de adubo para ajudar na fertilização e irrigação da grama, além de servir de preventivo para a proliferação de pragas.

Infestação - A folia momesca passou e o gramado, porém, não foi recuperado. Desta vez, a Sudesb alega a infestação de uma praga como causa, mesmo tendo utilizado métodos preventivos para impedir que isso ocorresse. Trata-se do inseto paquinha, ou cachorrinho-da-terra, que pertence à ordem orthoptera e mede aproximadamente quatro centímetros. Sua principal característica é cavar túneis e destruir as raízes das plantas. 'Provavelmente, se não tivéssemos usado os métodos preventivos, o gramado estaria pior. Andei conversando com o pessoal da Suderj (que administra os estádios no Rio de Janeiro) e me falaram que a umidade do Nordeste é que facilita na proliferação da praga. Eles já enfrentaram o mesmo problema no Maracanã e resolveram. Por isso, solicitei ajuda de um técnico de lá para analisar o gramado. Nossa técnica detectou a paquinha em exame laboratorial, no início de fevereiro, mas há riscos de existirem outras piores. Vamos aguardar a chegada do técnico antes de usar os defensivos na grama", declarou o diretor da Sudesb, Raimundo Nonato, o Bobô.

Sobre o uso de corretivo no solo, o administrador de Pituaçu, Hélio Ferraro, garante que o defensivo para a grama vem sendo usado antes mesmo da chegada do técnico. "Fizemos duas aplicações do Dipel [produto natural que provoca a paralisia do inseto]. Quando o técnico chegar, vamos observar o procedimento para ver o que recomenda. Estamos usando o defensivo biológico, pois trata-se de área de proteção ambiental e não podemos usar inseticidas normais, o que até atrasa o combate", disse o administrador.

Leia a reportagem completa no jornal A TARDE deste domingo. Se for assinante, confira clicando aqui.

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