ESPORTES
Guarani mantém Centro de Treinamento apesar de leilão
A 8ª Vara do Trabalho de Campinas não conseguiu o preço mínimo estipulado para o Centro de Treinamentos do Guarani, que, portanto, continuará sob controle do clube campineiro.
A Justiça estipulou preço mínimo de R$ 4,6 milhões para cobrir débito trabalhista com o meia uruguaio Liberman, que ficou no clube por três meses em 2004.
O valor inicial da causa era de apenas R$ 65 mil, mas sucessivos descasos na condução do processo o transformaram em um caso complicado. O Guarani tem perto de 300 ações, 115 em fase de execução, e seus advogados pretendem fechar um acordo geral com todos seus credores, de modo que o clube não seja inviabilizado financeiramente.
O advogado do jogador, Miguel Jorge, aguarda agora um segundo leilão, marcado para dia 10 de janeiro, quando o valor do lance mínimo pode girar em torno de R$ 2,7 milhões.
A dificuldade em se aparecer um comprador se deve ao fato de que a área solicitada pelo credor como garantia é cedida pela Prefeitura Municipal de Campinas em regime de comodato. O departamento jurídico do município já tinha avisado que, em caso de efetivação do leilão, entraria imediatamente com um embargo, suspendendo a decisão. Isso, com certeza, viraria um imbróglio jurídico que se arrastaria por muitos anos.
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